domingo, 29 de dezembro de 2013

Os Heróis da Bruzundanga

Assum Preto, o cangaceiro cego, a bela Mani, filha da terra e o Visconde Quaresma tem a missão de transformar a Bruzundanga de 2094

O titulo 'Os Heróis da Bruzundanga' refere-se ao conjunto de historias no formato de HQ, vividas por uma liga de três personagens brasileiros, que juntam seus talentos especiais e poderes para salvar o fictício pais da Bruzundanga de seus mais temíveis e improváveis vilões.

Saiba mais sobre os Her'is da Bruzundanga

Nessa ficção o Brasil é perfeito no que diz respeito a administração publica, nenhum traço de corrupção, a economia cresce vertiginosamente e nossa cultura é adorada no mundo todo.

O Brasil chegou nesse ponto quando uma linha de tempo alternativa foi criada a partir do momento que o então presidente, Floriano Peixoto decide aceitar as propostas de reforma apresentadas por Policarpo Quaresma no ano de 1893

Policarpo Quaresma, seus sobrinhos e descendentes passaram a estar a frente de todas as decisões políticas do Brasil, é como se uma nova família real surgisse (apesar da objeção dos Quaresmas à monarquia). Eles preferem ter seus cargos a titulo de ‘Os Guardiões da Ordem e do Progresso’.

Já a Buzundanga não, lá a corrupção corre solta, é um problema endêmico. As duas classes dominantes, a dos doutores e a dos novos ricos, mergulharam o pais num ciclo vicioso de crimes e corrupção; que de forma incomum aumentaram muito a distinção entre pobres e ricos.

Nesse cenário decadente a violência e o ódio ocupam todas as escalas sociais..

A genialidade de Lima Barreto e seus livros ‘Triste Fim de Policarpo Quaresma’, e ‘Os Bruzundangas (a qual não tenho a menor pretensão de me equiparar) servem como base e fundação para uma rica e infinita linha de personagens e aventuras.

Sempre fico incomodado pelo fato de Lima Barreto nunca ter tido um assento na Academia Brasileira de Letras, esse desconforto cresce exponencialmente quando se considera que o Sarney tem um – fazer o que né!?!?!

A trama...

O ano é 2093, duzentos anos depois das reformas de Quaresma/Peixoto - o mandachuva da Bruzundanga (mandachuva é o termo que se usa para designar o presidente), Dr. Kasthriotoh Krat Ben preocupado com os aterrorizantes índices de subdesenvolvimento e corrupção convida uma liga de heróis da moderna e democrática nação dos Estados Omni Utocráticos do Brasil, um dos países mais avançados e copiados do mundo, para livrar o país das mazelas que tanto entravam o seu desenvolvimento. A liga de heróis é integrada por:

Assum Preto, ou simplesmente Assum - um cangaceiro que, tal como o pássaro de mesmo nome, ficou cego dos olhos em função da exposição prolongada à radiação do lixo atômico de Angra dos Reis, enterrado no solo remoto da Lajedo do Pai Mateu. Essa mesma radiação fez com que tivesse poderes especiais e sua cegueira é enormemente compensada por sua força, selvageria e sentidos aguçados.

Entre outras coisas Assum Preto detesta a corrupção pois sabe que muitos corruptos jamais são punidos. Agora tem carta branca e promete punir cada um deles
Mani, sua mãe ficou grávida da terra e por preconceito, foi expulsa da tribo. Logo ao nascer Mani já sabia falar e conhecia os segredos da selva, mas nao foi capaz de salvar sua mãe que morreu alguns minutos apos o parto.

Como líder dessa liga, o Visconde Quaresma integra o grupo - parente bem menos ingênuo do bem conhecido Policarpo Quaresma. Visconde Quaresma tem QI acima dos 300 pontos e ama o Brasil tanto quanto seu antepassado

Juntos tem o compromisso de transformar a Bruzundanga num pais igual ou melhor ao Brasil.

Bruzundanga – que país é esse?

A Bruzundanga fica na zona tropical e sub tropical, tem 18 ou 29 províncias e sua capital é Bosomsy

A Republica dos Estados Unidos da Bruzndanga foi criada pelo escritor Lima Barreto, publicado postumamente em 1922.

Lima Barreto define sua criação, “A Bruzundanga fornece matéria de sobra para livrarnos, a nós do Brasil, de piores males, pois possui maiores e mais completos. Sua missão é, portanto, como a dos maiores da Arte, livrarnos dos outros, naturalmente menores”.

A Bruzundanga é um país fictício, onde há, tal a como na Primeira República, diversos problemas sociais, econômicos e culturais. Os políticos são nomeados pelo voto, mas quem vota não tem a menor idéia do que faz. O presidente tratado por 'Mandachuva' e engajado na política através do sogro que o quer em bom cargo para as filhas, “chegou à presidência graças à sua ignorância e logo que se viu empossado se cercou de sua clientela”. Cargos são entregues devido à beleza dos candidatos que devem saber dançar, cumprimentar e sorrir para impressionar os estrangeiros.

Os cidadãos comuns de Bruzundanga quase morrem de fome, mas comprometem quase toda sua renda para vestirem-se à moda da Sibéria. Também quase morrem de calor posto que habitam as regiões tropicais e semi-tropicais, mas fazem isso para impressionar os estrangeiros. Gostam de tudo que vem do exterior, julgam belo tudo o que é admirado pelos países estranhos e seus sábios, dizem admirar a escola de poesia ‘Samoieda’, apesar de não compreenderem muito bem este estilo, o nome confere uma certa magia e exotismo. O povo da Bruzundanga é doce e crente, mais supersticioso do que crente, e entre as suas superstições está esta do ouro. Eles nunca o viram, eles nunca sentiram o seu brilho fascinador; mas todo o bruzundanguense está certo de que possui no seu quintal um filão de ouro.

Ao contrario do que acredita-se, Mani circula por meios urbanos e domina armas e tecnologia, mas como não é seu ambiente natural, quanto mais tempo passa longe da natureza, mais reduzem seus poderes - A única forma de reabastecer suas baterias é livrar-se de roupas e qualquer outra artificialidade urbana e correr para o meio da natureza. 

O país vive de expedientes, isto é, de cinqüenta em cinqüenta anos, descobre-se nele um produto que fica sendo a sua riqueza. Os governos taxam-no a mais não poder, de modo que os países rivais, mais parcimoniosos na decretação de impostos sobre produtos semelhantes, acabam, na concorrência, por derrotar a Bruzundanga; e, assim, faz morrer a sua riqueza,

Com o café dá-se uma coisa interessante. O café é tido como uma das maiores riquezas do país; entretanto é também uma das maiores pobrezas. O café é o maior "mordedor" das finanças da Bruzundanga. A cultura do café é a base da oligarquia política que domina a nação. A sua árvore é cultivada em grandes latifúndios pertencentes a essa gente, que, em geral, mal os conhece, deixando-os entregues a administradores. 

Os proprietários dos latifúndios vivem nas cidades, gastando à larga, levando vida de nababos e com fumaças de aristocratas. Quando o café não lhes dá o bastante para as suas imponências e as da família, começam a clamar que o país vai à garra; que é preciso salvar a lavoura; que o café é a base da vida econômica do país; e -- zás -- arranjam meios e modos do governo central decretar um empréstimo de milhões para valorizar o produto.
 
Assum Preto - Tem uma estranha ética e respeito pela vida, para ele, corruptos (tais quais aqueles que sorrateiramente enterraram material radioativo no lindo Aterro do Pai Mateo) são como tecidos cancerígenos que precisam ser extirpados da sociedade. 

Ainda na Bruzundanga de Barreto, diversas espécies de escolas mantidas pelo governo geral, pelos governos provinciais e por particulares. Estas últimas são chamadas livres e as outras oficiais. Desses alunos pouco é exigido, o sistema educacional é enormemente falho valoriza os filhos dos poderosos, que fazem os pais desdobrarem-se em bancas de exames, conseguindo aprovar os pequenos em aritmética sem que ao menos saibam somar frações. Os futuros diretores da República dos Estados Unidos da Bruzundanga acabam os cursos mais ignorantes e presunçosos do que quando para lá entraram. São esses tais que berram: "Sou formado! Está falando com um homem formado!"

Tal como o pássaro da letra de Luis Gonzaga, Assum Preto ficou muito mais sensível e perceptivo após o acidente que lhe custou a visão - todos seus ímpetos parecem ter crescido a novas dimensões, seu lado de cangaceiro selvagem não foi exceção. Uma de suas armas preferidas é o EPD (Extrator Parietal Duplo), espadas duplas, com jogo de laminas e servomotores de alta velocidade, controlados por múltiplos sensores.

A Bruzundanga de 2093 é o local perfeito para o encontro de vilões tão poderosos, míticos e improváveis que torna a tarefa de combate-los algo que beira a impossibilidade, principalmente quando entra em cena Fujoshi*, amada arquiinimiga de Quaresma.
(*Fujoshi - 腐女子 - alem de ser o nome do Nêmesis de Quaresma, é um termo difamatório japonês usado para identificar fãs de mangá. Fujoshi é o inimigo que Quaresma ama e odeia, tal qual faz Pagano que pratica sua Antropofagia à cultura Japonesa para obter o estilo Tupi-Pop, que caracteriza sua arte).

“Os Bruzundangas” escrito nos anos anteriores a morte de Lima Barreto, é uma sátira mordaz ao Brasil, que não estranhamente, continua válida e atual e por isso torna-se o ambiente perfeito para nossos heróis.

Aguarde, a HQ 'Os Heróis da Bruzundanga' tem previsão de lançamento para agosto de 2016.


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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como Pegar um Saci

Homem da roça tenta apanhar a carapuça do Saci enquanto crianças acompanham admiradas a tentativa frustrada. 

Há muitos jeitos de pegar saci, mas o melhor é o de peneira. Arranja-se uma peneira de cruzeta…

- Peneira de cruzeta? – interrompeu o menino (Pedrinho) – Que é isso?

- Nunca reparou que certas peneiras têm duas taquaras mais largas que se cruzam bem no meio e servem para reforço? Olhe aqui – e tio Barnabé mostrou ao menino uma das tais peneiras que estava ali num canto. Pois bem, arranja-se uma peneira desas e fica-se esperando um dia de vento bem forte, em que haja rodamoinho e zás! – joga-se a peneira em cima. Em todos os rodamoinhos há saci dentro, porque fazer rodamoinhos é justamente a principal ocupação dos sacis neste mundo.

- E depois?

- Depois, se a peneira foi bem atirada e o saci ficou preso, é só dar jeito de otar ele dentro de uma garrafa e arrolhar muito bem. Não esquecer de riscar uma cruzinha na rolha, porque o que prende o saci na garrafa não é a rolha e sim a cruzinha riscada nela. É preciso ainda tomar a carapucinha dele e a esconder bem escondida. Saci sem carapuça é como cachimbo sem fumo.
Eu já tive um saci na garrafa, que me prestava muitos bons serviços. Mas veio aqui um dia aquela mulatinha sapeca que mora na casa do compadre Bastião e tanto lidou com a garrafa que a quebrou. Bateu logo um cheirinho de enxofre. O perneta pulou em cima de sua carapuça, que estava ali naquele prego, e “até logo, tio Barnabé!”

Depois de ouvir com a maior atenção, Pedrinho voltou para casa decidido a pegar um saci, custasse o que custasse. Contou o seu projeto a Narizinho e longamente discutiu com ela sobre o que faria no caso de escravizar um daqueles terríveis capetinhas. Depois de arranjar uma boa peneira de cruzeta, ficou à espera do dia de S. Bartolomeu, que é o mais ventoso do ano.  
(O Saci. Monteiro Lobato.(
 
Peão tenta emboscar um Saci, tarefa muito difícil devido a extrema agilidade e rapidez do curumim 
O Saci também é conhecido como saci-pererê, saci-cererê, matimpererê, matita perê, saci-saçurá e saci-trique, é um personagem do folclore brasileiro. Tem sua origem presumida entre os indígenas da Região das Missões, no Sul do país, retratado como um curumim endiabrado, com duas pernas, cor morena e possuidor de um rabo típico. A mitologia africana o transformou em um negrinho que perdeu uma perna lutando capoeira. Também, herdou desta mesma mitologia o cachimbo. Da mitologia européia herdou o “píleo”, um gorrinho vermelho, usado pelos trasgos (seres encantados do folclore de Portugal).É descrito como um pequeno ser,  descalço, de uma perna só, sem camiseta e com um pito (tipo de cachimbinho). Em alguns casos o Saci usa saia e têm duas mãos furadas, em outros usa shorts, o Saci faz peraltice e esconde as coisas dentro do rodamoinho.

já na mitologia romana, registrava Petrônio, no Satiricon, que o píleo conferia poderes ao íncubo e recompensas a quem o capturasse.

Considerado uma figura brincalhona, que se diverte com os animais e pessoas, fazendo pequenas travessuras que criam dificuldades domésticas, ou assustando viajantes noturnos com seus assovios – bastante agudos e impossíveis de serem localizados. Assim é que faz tranças nos cabelos dos animais, depois de deixá-los cansados com correrias; atrapalha o trabalho das cozinheiras, fazendo-as queimar as comidas, ou ainda, colocando sal nos recipientes de açúcar ou vice-versa; ou aos viajantes se perderem nas estradas.

O mito existe pelo menos desde o fim do século XVIII ou começo do XIX.4
 
No Sítio do Picapau Amarelo, Pedrinho e o Visconde sempre tentavam controlar as estripulias do Saci
O Saci tem o controle, sabedoria e manuseios de tudo que está relacionado às plantas medicinais, por isso, o saci, tem o domínio das Matas.
Os sacis nascem em brotos de bambu, vivem sete anos dentro destes brotos e mais setenta e sete fora deles. Depois morrem e viram um cogumelo ou uma orelha de pau.
 
José Bento Monteiro Lobato com Emilia, Saci, Narizinho e o Vsiconde de Sabugosa
 - Ilustração de Benedito Carneiro Bastos Barreto - Belmonte -

Em 2003, o deputado Aldo Rebelo apresentou o PL-2762/2003, que propõe transformar o dia 31 de outubro no Dia Nacional do Saci-pererê, visando substituir a importação cultural do "Halloween".

sábado, 7 de setembro de 2013

Spa Pihin ou Spa Nova Tupi uma nova abordagem no tratamento do corpo e do espírito


Os Spas Pihin oferecem a terapia ‘a terapia completa’ que  promove o melhoramento do indivíduo em todos seus aspectos; físico, estético, mental, espiritual e psicológico.

Em 2006 a top Gisele Bündchen Gisele passou dois dias na aldeia dos Kisêdjê, no Parque Indígena do Xingu - nordeste de Mato Grosso e entregou-se de corpo e alma aos costumes da tribo.

Após ser recebida pelo cacique Kuiussy Suyá e pelas integrantes da aldeia, Gisele foi transformada em uma nativa com a cuidadosa aplicação das pinturas corporais. Para a top mais majestosa do planeta, as índias fizeram grafismos tradicionais, destinados às mulheres que se destacam na comunidade por sua beleza. .

Até então nunca tinha visto uma integração genuinamente brasileira tão prospera e a idéia de um Spa Pihin me pareceu, e ainda me parece o melhor investimento brasileiro em turismo.

Em sua concepção original os Spas ‘Nova Tupi’ tem como atração principal a terapia do ‘Pihin’, também chamada de ‘terapia da pintura corporal’.
 
Pinhin – palavra do Tupi antigo que significa ‘Pintura Corporal -  “Koxapyrywa opihim oroxe'ynia xanypawa po”. Em idoma Parakanã – “A Koxapyrywa pinta nossos parentes com jenipapo”.

A técnica de Pihin busca trazer a civilização urbana o equilíbrio supremo através do conhecimento milenar da arte da pintura corporal indígena. Também conhecida como ‘a terapia completa’, a tecnica Pihin promove o melhoramento do indivíduo em todos seus aspectos; físico, estético, mental, espiritual e psicológico.

Quando o cliente se submete ao tratamento Pihin, este passa por um breve ritual em uma arejada sala onde são oferecidos pratos típicos que favorecem  uma rica e balanceada alimentação a base de frutas como o Açaí (Euterpe oleracea), o Cupuaçu (Theobroma grandiflorum), o Bacuri (Platonia insignis), a Bacaba (Oenocarpus bacaba), a Pupunha (Bactris gasipaes), etc..

A seguir o cliente deita-se em uma cama recheada de fibras aromáticas e recebe o carinho de uma Pihin-sara (pintora de corpo) ou de mais Pihin-sar-ama (Pintoras de corpos), que durante horas se dedicam concentradamente ao seu oficio, aplicando o leve toque de seus dedos e do pincel feito de palha de babaçu chamado “Jufuiva” no corpo.

Misturas terapêuticas de uso tópico são misturadas ao jenipapo para uso especifico de acordo com a necessidade do cliente:

- A Coca (Erythroxylum coca), o Ipadu, a Marapuama (Ptychopetalum olacoides), o Guaraná (Paullinia cupana) e outras substancias psicoativas para tratamento de depressão;

- A Castanha-do-pará (Bertholletia excelsa) e preparados com a casca preciosa (Aniba canelilla) como calmante;

- Antiinflamatórios e antibióticos como Paratudo, o Ginseng-brasileiro - Pffafia glomerata), Andiroba (Carapa guianensis), Unha-de-gato (Uncaria tomentosa); Carapanaúba (Aspidosperma nitidum); Pau d'arco (Tabebuia avellanedae) entre outras;

No final do tratamento a cliente leva uma linda e exclusiva obra de arte em seu corpo, que em certos casos permanecem no corpo por até uma semana. A técnica para esta semi tatuagem consiste em ralar o fruto verde do jenipapo na raiz da palmeira-paxiubinha e a seguir espremer-se o sumo adicionando carvão vegetal. O carvão faz com que o desenho fique visível durante a execução da pintura. Após o banho, o desenho desaparece momentaneamente com a eliminação do carvão, mas ressurge apos alguns minutos devido ao efeito do sumo do jenipapo na pele humana, permanecendo por cinco dias ou mais.

Os povos indígenas brasileiros tem usado seus próprios corpos como ‘suportes dinâmicos’ os chamados ‘corpus gráficos’ pelo estudioso Terence Turner (1969) desde a pré-história, a obra de arte, tal qual concebemos em nossa sociedade, não existe na sociedade indígena, pois não há separação entre objeto de uso e objeto “contemplativo”.

Após milhares de anos cada tribo criou e desenvolveu sua própria especialização, entre os índios Kayapo o papel da ornamentação corporal é tão intenso que os indos se referem este como a “pele-social”.

Para infelicidade do grande publico, os Kadiwéu não permitem a entrada de um Spa Pihin em suas terras, pois a arte revela seu perfil senhorial. Os maravilhosos motivos curvilíneos Kandiwéus estão entre os sistemas gráficos mais belos e elaborados que se conhecem, mas só podem ser usados por “autênticos” Kadiwéu.

Pinturas Asurini

Dentre os Spas mais visitados está o dos Asurini, por sua enorme gama de elementos e lindos grafismos. O povo Asurini quase chegou a extinção, a população que em 1930 era de 150 indivíduos, chegou a atingir o seu nível mais baixo em 1982 quando contava com 52 pessoas, mas a nação voltou a crescer em um nível seguro a partir de 1992. Dentre as duas atividades que mais caracterizam a cultura Asurini estão o xamanismo, desempenhado pelos homens, e a arte gráfica desenvolvida pelas mulheres principalmente na pintura corporal, na tatuagem e na ornamentação da cerâmica.

O padrão mais presente entre os Asurini é o Tayngava, traços parecidos com os desenhos gregos que permitem a reprodução infinita. Tayngava vem da palavra ayngava (ayng), que quer dizer réplica, medida, imagem, adicionada do prefixo “t” (que indica possuidor humano), e passa a significar “imagem do ser humano”. É também um objeto ritualístico utilizado pelos xamãs em diversos rituais, uma figura antropomórfica feita de taquaras e encapado com algodão.

 
Bem caracterizada por seu adorno labiaĺ, o m'berpót e com suas tiaras de penugem de urubu-rei, as terapeutas Zo’é são especialistas na aplicação de terapêuticos de uso tópico associados ao Urucum.

Os Spas Pihin talvez tenham sido a melhor idéia no que diz respeito a integração social das etnias indígenas à sociedade moderna sem comprometer seus aspectos culturais básicos; são localizados próximos a reservas indígenas importantes nos 27 estados brasileiros, os funcionários são membros das próprias reservas e o ecoturismo e incentivado em todas as suas frentes. Mas a melhor contribuição deste novo conceito em Spa é a promoção do melhor que o povo brasileiro pode oferecer de forma genuinamente genial.

domingo, 1 de setembro de 2013

Receita em Tupi antigo para o preparo do cauim


Um passo bastante importante para resgatar a cultura 'Nova Tupi' foi a de recriar industrilamente a bebida de nosso povo de raiz indigena, o Cauim.

O cauim é feito a partir da mandioca fermentada e tem um importante papel ritualístico. Uma das primeiras dificuldades que tive em preparar o cauim de modo cientifico foi a de nomear as fases do processo de produção, cada processo deveria ser meticulosamente descrito em sua língua nativa – o Tupi Antigo.

No texto ‘Conversa do cacique Tatamirim com um Português’  (Eduardo de Almeida Navarro – Método moderno de Tupi Antigo) encontramos todos os nomes em detalhe. Conciliei o texto e diversas pesquisas em campo com a produção da própria bebida em escala reduzida.

Sugiro fortemente que não repitam esse procedimento em casa - é importante dizer que sou um profissional do mercado de bebidas, com domínio em processos  de produção de bebidas alcoólicas. Este processo apresenta diversos riscos, posto que a mandioca g.e. Manihot esculenta porta grande quantidade de acido cianídrico.

Para consumo humano, a principal característica é que as cultivares apresentem teores de ácido cianídrico (HCN) nas raízes abaixo de 50 ppm ou 50mg de HCN/quilograma de raízes frescas. O teor de HCN varia de acordo com o cultivo, o ambiente e com a idade de colheita.

 Alem da possibilidade de envenenamento com o cianeto, existe o risco de contagio com patogênicos diversos tais como o konzo, salmonela, etc..

Para esta experiência utilizei a Manihot utilisima por ter uma quantidade quase 50 vezes menor de HCN e por ter maior concentração de açúcar.

Segue o texto e estudo de vocabulário:

- Abá-pe kûeî Kunha?
- Kaûĩapó-sara
- Mara-neme-pe kûeî kunhã Kaûï apó-û?
- Pitanga ‘ar-eme, marana r-enondé, maran-iré,
- oré amõ t-obaîara îuka-reme, kunumĩ r-embé mombuka îabi’õ.
- Marã-ngatu-pe kunhã kaûĩ apó-û
- Akaîu kytĩ-ana ungûá pupé o-îo-sok. O Pó pupé
- konipó tepiti pupé, a’e t-y amĩ-î.
- A’e riré, t-y-pûera ygasaba pupé moín-i.
- A’e-pe aîpí abé kaûĩ-namo o-î-monhang?
- Pá. Kunhã-maku aîpĩ abé Kaûĩ o-î-xu’u-su’u. Ygasaba o-îo-s-eî,
- t-y-pûera r-esé i mopó. I mopor-iré, i pupé i nomun-i.
- Abá-pe kûeí kunhã, t-y-pûera mopupu(ra)-sara?
- Morubixaba r-emirekó. Akaîu sak-ara Ka’ioby sy.
- Pysaré t-obaîara îkuá-sar-ama poraseî, o-nhe’engá.
- Abá-pe kûeí kunhã, t-y-pûera mopupu(ra)-sara?
- Abá ka’u pukuî i karu-e’ym-i.
- E’i-katu-pe kunhã kaûĩ gû-abo?
- A’an. Kaûĩ gû-ara abá nhõte. A’e asoîaba o-î-mondeb
- akangatara béno. I ka’u abé, opakatu i xabeypor-i.

            FASES DE PRODUÇÃO

Com este texto podemos descrever o processo em seis fases distintas:

1 - Aîpi Kytĩ-ana
Todo o processo de produção do cauim deve ser feito por mulheres. Aqui elas cortam e descascam a mandioca, a submetem a um primeiro cozimento até que esteja no ponto de maceração. No meu experimento use 3,9kg de mandioca;
1 - Aîpi Kytĩ-ana

2 - Ungûá pupé o-îo sok
Elas então colocam os talos de mandioca no Ungûá (pilão indigena) e socam por algumas horas. No meu experimento soquei por aproximadamente 4 horas;
2 - Ungûá pupé o-îo sok

3 - Tepiti pupé a’e t-y amĩ-î
A seguir pode-se separar o amido do Tucupi (soro que se desprende da massa) com o uso do Tepiti. Pulei este processo para produzir a mandioca nos moldes das tribos pesquisadas (Ye’kuana, Waurás e Mehinak);
3 - Tepiti pupé a’e t-y amĩ-î

4 - Aîpi o- su'u su’u I nomu
Trata-se do processo de mastigar e cuspir a mandioca na Ygassaba. Para este processo os índios usam a amilase da saliva para quebrar a molécula de amido em açucares. Jovens virgens de 12 a 16 anos chamadas de Kunhã-Muku se incumbim do su’u su’u (mastigação) por uns 4 minutos e o consequente nomu (cuspem a massa resultante de volta no Ygasaba). No meu experimento tive dificuldade em encontrar jovens virgens, portanto foi eu mesmo que mastiguei e cuspi;
4 - Aîpi o- su'u su’u I nomu

5 - T-y-pûera mopupu ra–sara
As fervedoras de caldo, chamadas de Mopupura-sara fervem a mistura até que o caldo atinja o estagio de quase ferver;
5 - T-y-pûera mopupu ra–sara

6 – O serviço do cauim é feito pelas ‘Kunhã-Maku’ – lindas moças da tribo.
‘Kunhã-Maku’


            TRADUÇÃO DO TEXTO

- Abá-pe kûeî Kunha?
- Quem são aquelas mulheres?

- Kaûĩapó-sara
- (São) as fazedoras de cauim.

Utilizei os utensílios das tribos pesquisadas - um Tipiti - Ye'Kuana de Roraima, um Ygasaba Waurá (também chamado de Hejé em idoma Waurá) Xingú MT e um Kuté ( de Beijú) Mehinak - Xingú MT

- Mara-neme-pe kûeî kunhã Kaûï apó-û?
- por ocasião de que aquelas mulheres fazem cauim?

- Pitanga ‘ar-eme, marana r-enondé, maran-iré,
ar – nascer
enondé (r-, s-) – antes de
   Ex. Mba’e r-esé-pe ere-sem xe karu îanondé?
   Porque saíste antes que eu comesse?
- Por ocasião do nascer de uma criança, antes das guerras, apos as guerras,
Macerei a mandioca por quatro horas

- oré amõ t-obaîara îuka-reme, kunumĩ r-embé mombuka îabi’õ.
Mombuk – (trans) furar
Îabi’o – a cada, a cada vez que
    Ex Nde só îabi’o, xe só-û-ne.
    A cada vez que fores, eu irei
- por ocasião de nosso matar de algum inimigo, a cada furar de lábios dos meninos.
Embé (te) – lábio inferior, beiço, borda
- Marã-ngatu-pe kunhã kaûĩ apo-û
- De que maneira as mulheres fazem o cauim.
com o kuté, coloquei o beiju no Ygasaba, deixei que descansasse para que as enzimas da minha saliva convertessem o amido em açucares

- Akaîu kytĩ-ana ungûá pupé o-îo-sok. O Pó pupé
ungûá – socador, batedor, pilão
sok (îo) – (trans.) socar, pilar, bater
- A cortadora de caju no pilão, soca-os com sua mão

- konipó tepiti pupé, a’e t-y amĩ-î.
- com o tepiti (prensa de palha), ela espreme o caldo.
Usei a levedura que apareceu naturalmente na mandioca para para a fermentação 
- A’e riré, t-y-pûera ygasaba pupé moín-i.
Moín – (trans) por, colocar
Y (t-, t-) – sumo, caldo, liquido, urina; rio
- Apos isso, o caldo (extraído) dentro de uma talha põe.

- A’e-pe aîpí abé kaûĩ-namo o-î-monhang?
Aipí – aipim
- Elas com a mandicoa, o cauim também é feito? (lit. – Elas também usam a mandioca para fazer o cauim?)
A fermentação aconteceu por três dias, mas reparei que ate o sétimo dia as bolhas não paravam de subir.
a medição com o densimetro foi prejudicada pela grande densidade da 'goma de tacacá'

- Pá. Kunhã-maku aîpĩ abé Kaûĩ o-î-xu’u-su’u. Ygasaba o-îo-s-eî,
su’u-su’u – (trans.) mastigar
Ygasaba – Talha de fazer cauim
- Sim, as moças produtoras mastigam o aipim, lavam a talha,

- t-y-pûera r-esé i mopó. I mopor-iré, i pupé i nomun-i.
Nomun – (intr.) cuspir
Mopor – (trans.) encher, cuspir
- A enchem com o caldo (extraído). Após enchê-la, cospem dentro dela.

- Abá-pe kûeí kunhã, t-y-pûera mopupu(ra)-sara?
Mopupur – (trans.) ferver
- Quem (são) aquelas mulheres - as fervedoras de caldo (extraído)?

- Morubixaba r-emirekó. Akaîu sak-ara Ka’ioby sy.
- As esposas do cacique. A socadora de caju (é) mãe de Caiobi.

- Pysaré t-obaîara îkuá-sar-ama poraseî, o-nhe’engá.
Poraseî – (intr. ) dançar
- A noite toda, os futuros matadores do inimigo dançam, cantando.

- Abá ko’yr o-ka’u o-ína. Kaûĩ me’eng-ara kunhã-muku-porang-a.
Ka’u – beber cauim
- Os homens estão bebendo agora. As moças que dão o cauim (são) bonitas.

- Abá ka’u pukuî i karu-e’ym-i.
- Durante o beber de cauim dos homens, eles não comem.

- E’i-katu-pe kunhã kaûĩ gû-abo?
- Podem as mulheres beber o cauim?

- A’an. Kaûĩ gû-ara abá nhõte. A’e asoîaba o-î-mondeb
mondeb – (trans.) por, enfiar, vestir.
        Ex. A-î-mondeb xe aoba.
               Visto minha roupa.
asoîaba – manto de penas
- Não. Os bebedores de cauim (são) os homens, somente. Eles vestem mantos de penas.

- akangatara béno. I ka’u abé, opakatu i xabeypor-i.
Sabeypor (intr.) embebedar-se
Akangatara – cocar
Abé ( ou BÉ) – logo após, logo depois de, assim que; abé e be também significa desde
- E cocares também. Logo após o beber de cauim deles, todos eles embebedam-se.

Contribuição indígena ao Brasil: lendas e tradições, usos e costumes, fauna e flora, língua, raízes, toponímia, vocabulário, Volume 1 - Irmão José Gregório, editora Ubee.
As lindas 'Kunhã-Maku'  (servidoras de Kauim) fazem o papel de garçonete no lindo restaurante da cultura Nova Tupi


domingo, 25 de agosto de 2013

Como a escrita aumentou a auto-estima da cultura Nova Tupi


Etnias Indígenas Brasileiras com um alfabeto próprio 

“Em meio as anotações de Jose Francisco Pagano Brundo, tropeiro de Leopoldina MG, encontramos o mais importante documento da cultura ‘Nova Tupi’ em meio a livros de arte escrito em Russo de 1807, Uma antiga edição ‘Terra de Santa Cruz’  de Viriato Correa e algumas outras preciosidades. Trata-se de um estudo de caligrafia do recém criado alfabeto Tupi Novo.
 
Estudo de caligrafia do recém criado alfabeto Tupi Novo de José Francisco Pagano Brundo
Estima-se que tenha sido escrito em 1811 pelo estudioso que falava Tupi Antigo fluentemente e é o mais antigo documento dessa importante fase que nos conduziu a cultura Tupi atual.

O que aconteceu com os grupos indígenas aqui no Brasil não foi diferente do ocorrido com os japoneses, que aprenderam caracteres chineses a fim de ler e escrever a língua chinesa e por volta do século 6 dC começaram a utilizar o sistema de escrita chinês para representar sua própria língua.  Foi um enorme desafio, porque chineses e japoneses pertencem a famílias de línguas não relacionadas, com sons completamente distintos, gramática e vocabulário muito diferentes.
 
Textos em Tupi Antigo escritos em alfabeto Novo Tupi o Abá-Poru e Ancheta Tupã Mongeta-û
Tal como os japoneses, os Novos Tupis, adaptaram o alfabeto latino usado pelos colonizadores portugueses para criar os 47 Signos Tupis. No exercício de Jose Francisco Pagano Brundo, percebe-se que a caligrafia teve muito pouca modificação nos últimos 200 anos”.

Não fosse pela proibição do Idioma Tupi pelo Marquês de Pombal em 1758, talvez as tribos indígenas tivessem uma grafia como esta. Criada para ilustrar os benefícios de um alfabeto próprio esta grafia tem como base a gramática Tupi escrita pelo Padre Anchieta em 1595 e a Arte da Língua Brasílica de Luiz Figueira, 1621, entre outros textos.

Alfred Burns trata das maravilhas da escrita para nossa civilização no livro ‘The Power of the Written Word: The Role of Literacy in the History of Western Civilization’. Burns conta como que através da escrita fomos capazes de ler textos do período clássico - romanos e gregos, textos de Darwin - que nos fizeram questionar a bíblia, o nascimento da medicina moderna, como Newton fez nascer a ciência a partir da filosofia.

O alfabeto também tem importância fundamental para a auto estima de um povo, como foi constatado pelo rei coreano Sejong.

O Rei Sejong, mudou profundamente a história coreana com a introdução do alfabeto Hangul. Antes da criação do alfabeto Hangul, apenas os membros da mais alta classe eram alfabetizados. Hanja era tipicamente usado para escrever coreano usando caracteres chineses adaptados, enquanto Hanmun, usado para escrever documentos judiciais em chinês clássico.
 
Alfabeto 'Novo Tupi' -
A melhor forma de institucionalizar o Tupi Antigo para as próximas gerações 
Preocupado com a falta de motivação da nação coreana em defender a pátria contra os constantes ataques inimigos, bem como o alto nível de analfabetismo, o rei Sejong decidiu modificar o alfabeto para um mais simples.

Sabendo que os sacerdotes não iriam permitir a mudança do sagrado alfabeto, resolveu usar um artifício para enganá-los. Escreveu com uma substancia doce em folhas de pandamus, para que as formigas comessem em padrões predeterminados.

Mostrou as marcas aos sacerdotes e disse a eles que os deuses haviam enviado um novo sistema de escrita.
 
Rei Sejong e a importancia da escrita para a nação Coreana
- escrita simples que representa o espirito de um povo
A nova escrita foi adotada em 1446. Com apenas algumas horas de estudos uma pessoa pode ler e escrever em Hangul, alfabeto que tornou-se a base cultural da nação coreana.


Durante os anos 40 ao anos 50, William Cameron Townsend (9 de julho de 1896 – 23 de abril de 1982) um importante missionário cristão cujo ministério começou no início do século XX, visitou diversas tribos de povos indígenas no Brasil, Suriname, Bolívia, etc., e fundou o ILV (instituto lingüístico de Verano) o mais famoso e ativo instituto de evangelização pelo idioma e de lingüística aplicada.  


Quando o jovem William Cameron Townsend tentava vender bíblias em espanhol na Guatemala em 1917-1918, ele descobriu que a maior parte das pessoas que ele conhecia não entendiam o espanhol. Eles também não possuíam uma forma escrita para a sua língua, o Cakchiquel. Townsend abandonou sua iniciativa de vender Bíblias e passou a viver com os Cakchiquéis. Ele aprendeu a língua deles, criou um alfabeto para a língua, analisou a gramática, e traduziu o Novo Testamento em apenas dez anos.

A maior parte das traduções ortográficas que existem hoje feitas entre os povos indígenas se derivam do desenho dos alfabetos e silabários criados pelos missionários da ILV. A importância que se outorga a produção de material escrito também parece ser uma herança da linha de trabalho desta organização missionária. No interesse de preservação dos idiomas e das culturas, se faz urgente manter as ricas tradições orais e fortalecer a transmissão generacional da língua através de sua escrita.
 
Silabário de Afaka - um Ndyuka do povoado de Benanu no baixo Tapanahony no Suriname criou em 1910 um alfabeto composto de 56 símbolos que transcrevem cada uma das silabas usadas no idioma.
Esteve no Brasil no ano de 1956, com a chegada da SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) no Rio de Janeiro, a convite do antropólogo Darcy Ribeiro. Aqui a SIL chegou a trabalhar com 62 diferentes idiomas indígenas.Além dessa contribuição, a presença da SIL em terras brasílicas foi determinante para o desenvolvimento da própria disciplina lingüística nos centros acadêmicos brasileiros.

Tal como o alfabeto Hangul, o “alfabeto Novo Tupi” é baseado na arte indígena rupestre das cavernas da Pedra do Castelo, no estado do Piauí, tem elementos que facilitam a arte da caligrafia e sintetizam bem os morfemas das mais de 230 etnias indígenas brasileiras.

Silabário Tupi

Recentemente foi encontrado um original silabário Tupi na Universidade de Lyon, França. Embora não se saiba a procedencia nem a data, acredita-se que tenha sido escrito na mesma epoca do sulabario de Afaka. 

     
Silábario Tupi encontrado na Universidade de Lyon FR
Silábario Tupi cursivo encontrado na Universidade de Lyon FR
Alexandre Raymond, responsável pelo achado descreve a seguir como este silabário deve ser usado:


A partir destes 42 sons de base, é possível fazer modificações.


Esta escrita reafirma a essencia do idioma Tupi e pode ser uma incrível ferramenta de valorização de auto estima para toda uma cultura.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Redescobrimos o poder o PROTESTO – precisamos redescobrir o poder do VOTO

Estátuas do Monumento as Bandeiras protestam na Av Paulista

Depois de um prolongado período de alienação política, saímos do torpor a para manifestar nosso inconformismo e redescobrimos o poder renovador do protesto. Mas existe um poder ainda maior que precisamos redescobrir – o poder do voto.

Voto é o combustível do político, sem voto o mau político não pode ocupar cargos públicos e consequentemente, é eliminado do poder.