domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Movimento Py'araku

Movimento Py'Aruku - plataforma Angatú
Uma das coisas que mais gosto quando interajo com Japoneses, é a forma que se admiram quando expostos a coisas novas, logo surge uma longa expressão surpresa na face, seguido por um também longo “Ehhh”.

Durante o período Heian no Japão (794 a 1185 d.C.), os chineses que visitavam o país, viviam criticando tudo por lá, diziam que eram um povo indígena, atrasado e incivilizado. As criticas constantes fizeram com que os Japoneses se apropriassem de diversos traços da cultura chinesa. Foi durante essa época que o termo ‘Mono no aware’ (物の哀れ) foi copiosamente usado num dos mais antigos trabalhos literários japoneses, o Genji monogatari, e os japoneses experimentaram o surgimento de uma nova cultura.

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A frase ‘Mono no aware’ é derivada da palavra japonesa mono (物), "coisa", e aware (哀れ), uma expressão de surpresa comumente usada no período Heian, semelhante ao "ah" ou "oh", traduzindo a grosso modo como "pugência", "sentimento profundo", "sensibilidade", ou "consciência". Poderia ser traduzido como o ‘ahh' das coisas, a vida das coisas, o seu deus interior.

Essa incorporação surgiu em seus corações como um Deus organizador, de grande beleza, que cresceu no meio de suas melhores essências e até hoje, poucas culturas sabem tão bem se apropriar de benefícios de outras culturas, sem perder sua própria essência como os japoneses.
Benguela 12

É com esse intuito que eu apresento aqui o movimento Py'araku, mais do que uma filosofia de vida, é um manifesto cultural e artístico brasileiro, que surgiu das conjecturas de uma matéria publicada no blog em dezembro de 2012, com a pergunta “o que teria acontecido se a cultura dos indígenas brasileiros tivesse sobressaído à dos portugueses no Brasil".

Desde então, venho refletindo diariamente no que fazer para que os bons elementos cultura indígena brasileira, bem como a cultura negra e portuguesa, com potencial de melhora, e como estes poderiam ser submetidos ao frame da cultura japonesa (ambas de ancestrais indígenas comuns) o Cauim, tal como o saquê - a bebida surge como o grande catalisador - o Cauim é sem duvida a mola propulsora desse movimento. O Cauim tem tantas similaridades com o saquê que vão muito além da coincidência,  haja visto a travessia de povos antigos pelo estréio de Bering - a bebida alcoólica ao meu ver, é junto com a gastronomia, o principal veículo de manifestação cultural de um povo.

Se quisermos um Brasil melhor, devemos sim nos concentrar nossos esforços em modificar pontos negativos, que são muitos, mas principalmente  dar ênfase nos pontos positivos, que também são muitos. O Blog ‘Ame o Brasil’, trabalha ativamente a plataforma de ativações denominada Angatú (literalmente, de alma boa, com bem estar, com felicidade), que tem como propósito despertar o amor ao Brasil e ao brasileiro, valorizando e incentivando os bons estímulos, de maneira a fazer-nos crescer e superar os maus estímulos, até sua virtual extinção.

Se quisermos que funcione, é preciso termos consciência de longo prazo e é fundamental que tenhamos uma postura ‘pro’ algo, nunca ‘contra’ - uma vez perguntada por que não participava de manifestações anti-guerra, Madre Teresa de Calcutá disse que nunca faria isso, ela somente entraria em um movimento pró-paz, é uma posição de lógica inquestionável - enquanto o movimento ‘anti-alguma coisa’ se caracteriza pela resistência a forças naturais, uma estratégia passiva que depende de empenho em proteção, que por melhor que sejam, sempre oferecem o risco de serem derrotadas, o movimento ‘pro-uma causa boa’, por sua vez, é uma estratégia proativa com intuito de promover uma boa idéia, ampliando o potencial de sucesso a níveis estatisticamente muito maiores.
Moçmbique 25

Desde que iniciei esse blog, trabalhei em ativações de limitados alcances, mas de grandes intenções. Com ‘Projeto Tembi-u’, realizado em abril de 2015, fomos pioneiros em levarmos ingredientes da Amazônia para que premiados barmans brasileiros criassem drinks, explorando o vasto universo de inusitados ingredientes Brasileiros por excelência em detrimento da valorização excessiva da coquetelaria Americana/Européia. Em maio de 2016, promovemos o primeiro ‘Capivara Parade’, nos moldes da Cow Parade de Pascal Knapp, em parceria com o Shopping Paladium, com o propósito de usar a capivara como um embaixador da natureza em ambiente urbano, para angariar recursos para a campanha do agasalho de Curitiba, e o lançamento da HQ os Heróis da Buzundanga, trazendo a cultura Tupi-Pop em sua essência – o caminho lógico desses trabalhos em série nos leva ao lançamento do Movimento Py’araku para o ano de 2017.

Py’araku tem o propósito de fazer crescer no coração de cada individuo que ama o Brasil, seja ele nativo ou estrangeiro, um entusiasmado agente de transformação, multiplicador de boas praticas, que o capacita a ser um embaixador de um Brasil melhor. A palavra do tupi antigo, tem significado parecido com o ‘Mono no aware’ do revolucionário período Heian no Japão.  Em tupi, apalavra Py’araku (Py, amplo + Araku, entusiasmo), significa literalmente, fazer crescer nosso Deus interior, de alma quente, de coração aquecido - palavra essa que traz para nossos corações e mentes a força divina, que tem o poder engrandecer nossa nação através do amor. Mesmo a palavra da língua portuguesa ‘entusiasmo’, que vem do grego, ἐνθουσιασμός (onde ἐν - interior e θεός – Deus e οὐσία –possuído), traz em sua essência o poder de promover a possessão pelo divino, "possuído pela (essência de) um Deus.

Tenho mais de 20 anos de experiência com a introdução de novos produtos no mercado, sou especialista em ‘aculturação’, um complexo processo desenhado para incorporar um determinado produto a uma cultura, no qual o produto é estudado em profundidade, com seus hábitos de consumo e então, ensinados à essa nova cultura, a ponto de atingir total incorporação fora de seu local de origem, a ponto de integrar-se plenamente a cultura local;
Cunhanbebe 10

“Para se ter o Brasil ideal, a ‘aculturação’ deve andar par e passo com nossos esforços pela ‘enculturação’, processo de auto-conhecimento, no qual entendemos quais são as nossas próprias boas praticas, as estudamos à exaustão e ai então, incentivos para que se tornem pratica comum em nossa sociedade.

Se podemos fazer isso com vinhos, alimentos e equipamentos estrangeiros no Brasil, por que não fazer o mesmo com atitudes nativas prosperas, trazendo as melhores praticas de condutas sociais para mudarmos nosso Brasil”.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Os Heróis da Bruzundanga a primeira HQ Tupi Pop

Luiz Pagano no lançamento da revista 'Os Heróis da Bruzundanga', no ultimo dia 17 de dezembro, na livraria Monkix da Vila Madalena
A cultura Tupi-Pop sai do campo virtual e passa a ser prototipada nesta primeira edição da História em Quadrinhos 'Os Heróis da Bruzundanga', na qual heróis brasileiros, baseados nas obras de Lima Barreto combatem o crime na turbulenta terra da Bruzundanga. A trama se passa no ano de 2093, numa linha do tempo alternava na qual Policarpo Quaresma não morreu e o presidente Floriano Peixoto adotou as reformas por ele apresentadas duzentos anos atrás, o Brasil é uma terra de muita prosperidade cuja cultura é cultuada no mundo todo.

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O lançamento da HQ ocorreu no ultimo dia 17 de dezembro, na livraria Monkix da Vila Madalena.

Não foi a toa que as obras de Lima Barreto servem de pano de fundo aos Heróis da Bruzundanga, a genialidade de Barreto é atemporal em mostrar o amor pelas coisas do Brasil, com seu bom povo de coração humilde e atitude pacifica, que mal se vê capaz de empenhar sua força no conflito contra impunes vilões, de caráter retorcido, presentes em nossa vida cotidiana.
Tarde de autografos na livraria Monkix. a direita, Hot Toys articulados do cangaceiro Assum Preto, a india Mani e descendente de Policarpo, o Visconde Quaresma.

 Os Heróis da Bruzundanga surgem no já extenso panteão de deidades do mundo comics, trazendo a inusitada e quase impossível tarefa de resgatar a dignidade de sua gente. Tal qual no livro Os Bruzundangas de 1923, Lima Barreto pinta o Brasil como o país perfeito, de economia invejável e infra estrutura copiada pelas principais nações do mundo, muito diferente da sofrida Bruzundanga, com suas graves mazelas - este sim claramente baseado no Brasil real.

 Ocasionalmente vemos romances nacionais transformados em HQs, mas é muito raro vermos uma HQ que tome como base para criação de seus heróis, historias da literatura e da tradição oral dos mais de 300 povos brasileiros, traduzidos em situações de perder o fôlego, por este incansável estudioso dos temas brasileiros. Pagano narra com estilo próprio a saga de heróis improváveis e charmosos, vilões poderosos e misteriosos, vivamente mal-intencionados e de poderes praticante insuperáveis. O traço acadêmico, que Pagano domina com maestria, aparece aqui na forma de traços de mão solta, simples e trêmulos, como mero expediente refinado de um grande contador de historias.

Alem da Monkix, a obra ainda pode ser encontrada nas livrarias geeks da cidade de São Paulo, bem como na loja virtual PopUp Draw

Divirta-se

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Angá Avá - Os espíritos da Floresta

Capa do primeiro episodio de Angá Ava, as aventuras de Haans Staden em meio aos mais de 200 espíritos das etnias brasileiras 

Curioso como qualquer Otaku conhece de cór os mais de 500 pokemons e suas evoluções, mas quase ninguém consegue citar ao menos 10 etnias indígenas Brasileiras. Trata-se de quase um milhão de pessoas, divididas aproximadamente 305 grupos étnicos, falando 274 idiomas diferentes, com sua própria concepção de mundo, religião, conhecimentos únicos de botânica, ecologia e sustentabilidade.

Conheça os mais de 240 povos indígenas Brasileiros

Tal como constatei na postagem http://indigenasbrasileiros.blogspot.com.br/2016/01/indios-brasileiros-em-toy-art-grupos.html  seria muito fácil gerar interesse nas culturas indígenas em nossos jovens, se colocássemos essas etnias com suas historias e lendas no formato de formato de manga e animes, tal qual os Pokemons.

Nesse sentido, nos resolvemos apresentar nossa versão, num manga chamado Angá Avá, palavras em Guarani para designar os espíritos da floresta de Pindorama.

Sinopse

Enquanto caminhava na floresta, o desenhista explorador Haans Staden buscava ilustrar cada detalhe de tudo que via em suas viagens pelo Brasil, até que certo dia encontrou um muiraquitã dentro de um poço, decidido a pegar a linda peça, Hanns cuidadosamente desce e percebe que o poço é muito mais fundo do que houvera percebido. Quando estava quase alcançando o muiraquitã, Hanns cai e fica inconsciente.
Ao perceber que Haans está exausto, um Tëpë Ashaninka oferece Piyarentsi (bebida ritual Ashaninka), com intuito de repor suas forças espirituais para assim, poder terminar sua jornada

Ao recobrar os sentidos, Haans se vê cercado de pequenos indiozinhos Xavantes, que chamam a eles mesmos de Angá Avás (espíritos da floresta), o pequeno indiozinho diz a Haans que ele acabara de chegar a um plano dimensional chamado de UHIRI, e que nesse plano uma batalha estava em curso entre os Napës e os Tëpës.

Revoltados com a ignorância dos homens das cidades, os Napë (palavra em idioma Ianomâmi para homens urbanos) indígenas de mais de duzentas nações do Brasil, os Tëpë (também em linguagem Ianomâmi, significa seres vivos, termo usado para se auto denominarem) pediram ao Grande Tupã que os impedisse de destruir a floresta. Sabendo que o progresso é inevitável o sábio Tupã decidiu que todas as questões fossem resolvidas uma a uma,  em arenas de disputa no plano UHIRI (plano florestal superior, também em ianomâmi ), sabendo que a cada vitoria ou perda nesse mundo, geraria conseqüências no mundo real, no qual Haans habitava.
 
Hanns chega a cidade de Salvador acompanhado de um Tëpë Xavante, palco de uma grande batalha.
Nessas disputas, os Tëpë só podem utilizar como armas os diversos espíritos da floresta, divididos em grupos pertencentes a seus elementos naturais, o fogo, o ar, a água e a terra, enquanto que os Napë podem utilizar as ferramentas existentes no mundo real.

É então que Haans, percebe que seu material de desenho adquire poderes especiais e decide tomar partido, ajudando os Tëpë...
 
O temível Dr. Grille chega em seu Serra-Móvel auxiliado por Yuyura Kakuaavai (arvore malcriada em Guaraní)  um trapaceiro Angá Avá rebelde e vingativo 

Se você quiser saber mais sobre as aventuras de Haans, aguarde os próximos episódios de Angá Avá – Espíritos da Floresta.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A comunidade japonesa é conclusiva em favor de Santos=Dumont x os irmãos Wright, na disputa ‘quem deu asas à humanidade’


Luiz Pagano representante do INSTITUTO ALBERTO SANTOS=DUMONT em Tóquio no Japão com o propósito de entregar o MERITO HOMEM VOA a Masako Hori do departamento editorial e brand communication da AGORA Magazine e Yasuyuki Ukita, escritor e Jornalista, grande conhecedor de Santos=Dumont, Ukita é descendente de Kokichi Ukita (浮田幸吉  1757 - 1847) grande pioneiro da aviação japonesa

No ultimo dia 29 de abril, Luiz Pagano viajou para o Japão, representando o Instituto Alberto Santos=Dumont, em nome de Ricardo Magalhães para a entrega do ‘Mérito Homem Voa’ à equipe da revista Agora, pela excelente matéria mencionada nesse artigo.

Os diplomas foram entregues a Masako Hori do departamento editorial e brand communication da AGORA Magazine e Yasuyuki Ukita, escritor e Jornalista, grande conhecedor de Santos=Dumont e dos pioneiros da navegação aérea, ele mesmo descendente de Kokichi Ukita (浮田幸吉 de 1757 - 1847) grande pioneiro da aviação japonesa, que praticava vôo com asas concebidas e construídas por ele mesmo.

O ‘Merito Homem Voa’, foi instituído pelo Instituto Alberto Santos=Dumont, instituído pelo seu VP, Ricardo Magalhães e tem o propósito de reconhecer as pessoas que se dispõem a se envolverem em atividades que celebrem a memória de Santos=Dumont, bem como a seus ideais.

Para compreender tal homenagem, precisamos voltar no tempo, quando Santos=Dumont ainda era um garoto. Seus amigos sentavam-se em uma mesa e saiam perguntando, em voz alta: “Pombo voa?” “Galinha voa?” “Urubu voa?” “Abelha voa?” E assim sucessivamente.

A cada chamada todos deviam levantar o dedo e responder. Acontecia porém que, de quando em quando, gritavam: “Cachorro voa?”, “Raposa voa?” ou algum disparate semelhante, a fim de surpreender os coleguinhas e alguém respondia errado. Uma vez que o desatento levantasse o dedo, tinha de pagar uma prenda.

Quando Santos=Dumont ouvia a pergunta  “Homem voa?” Muitos anos antes de seus feitos, ele respondia “Voa!”, com entonação de certeza absoluta, e se recusava obstinadamente a pagar a prenda.

Foi por conta dessa brincadeira ingênua, paradoxal e de grande cunho profético de Santos=Dumont que o instituto Santos=Dumont criou o mérito HOMEM VOA, pois Santos=Dumont era de fato um ser ALADO, que sonhava com o voo individual, tal como fez o personagem mitológico Ícaro. Muito certamente, Santos=Dumont resolveu o problema do voo humano abordando todas as formas conhecidas pela ciência, desde o mais-leve-que-o-ar por meio de balões e dirigíveis, e em seguida o mais-pesado-que-o-ar, com biplanos e monoplanos, chegou até mesmo a idealizar o voo ornitóptero, engenho esse que mesmo após cem anos, não temos a ousadia de empreender.

Muitos dizem que Santos=Dumont fez mais do que entregar o lindo sonho do voo à humanidade, a julgar pelo elegante desenho de seus inventos, ele se metia dentro da solução simples e elegante, proporcionada pelo cesto de vime e se vestia seus inventos voadores – pode-se dizer sem receios que Santos=Dumont inventava ‘trajes de voar’.

A criatividade e a mente inovadora, que permite homens alem de seu tempo, a ignorarem a gravidade e alçarem voo, real ou metafórico, para além dos limites impostos das pseudo-barreiras, é um dom, e por isso o INSTITUTO ALBERTO SANTOS=DUMONT reconhece e premia o HOMEM QUE VOA.

O que a comunidade Japonesa pensa sobre Santos=Dumont


A comunidade japonesa é conclusiva em favor de Santos=Dumont x os irmãos Wright, na disputa ‘quem deu asas à humanidade’
No ultimo dia 11 de fevereiro, o chamado experimento LIGO provou que as ondas gravitacionais existem e abriu uma nova era dos estudos da astrofísica, certo?

- Errado, dois irmãos de Dayton, no Estado de Ohio nos Estados Unidos, tornaram-se os primeiros a provar a existência de tais ondas, três anos atrás.


- Mas eles têm testemunhas?

- Sim, algumas pessoas que estavam perto viram o feito.

Hoje uma afirmação como estas seria considerada ridícula, sem propósito e com falta total de critérios - um absurdo, mas foi exatamente o que aconteceu com Santos-Dumont.

Na manhã de 12 de novembro de 1906 o mundo estava em êxtase, pela primeira vez, o homem havia sido capaz de alcançar o sonho máximo, voou com uma máquina auto-propelida, mais pesada do que o ar, na presença da comunidade científica, de jornalistas de vários países do mundo e outras muitas centenas de pessoas.

Alguns dias mais tarde, a mídia americana levianamente desmentiu, dizendo que os irmãos de Dayton, OH já tinham voado três anos antes que o Sr. Dumont, na presença de 4 ou 5 passantes.

Santos-Dumont dedicou grande parte de sua vida para o vôo, estudou minuciosamente os pássaros e as dinâmicas de vôo, voou em muitas cestas de balões, dirigíveis projetados por ele em 15 anos de pesquisa, criou 14 invenções precursoras até que pudesse efetivamente voar naquele dia.

Mas para o bem da história, a comunidade japonesa é muito cuidadosa e dedicado a afirmações criteriosas e é do Japão que vem o resgate da verdade.

Na sua última edição, a revista AGORA, dirigida para os altos executivos distribuídas aos passageiros da JAL por meio de uma taxa anual particularmente elevada, traz um extenso artigo que descreve a surpreendente verdade sobre a vida de Santos=Dumont, e sobre as distorções históricas que levaram os irmãos Wright para a glória indevida, e por terem jogado Santos=Dumont ao esquecimento.

Mas agora, as coisas começam a mudar, o artigo não deixa dúvidas:

"... o que de fato tornou Santos=Dumont ainda mais conhecido no mundo, foram suas apresentações no ano de 1906 no Bois de Boulogne, com um esquisito aeroplano motorizado em forma de pipa, com o nome de (Bis). Ele voou 60 metros. (o vôo de Santos=Dumont foi feito na frente de milhares de testemunhas, inclusive cientistas e repórteres jornalísticos; já o vôo de 1903, dos irmãos Whright foi presenciado por apenas cinco pessoas do povo).

Santos=Dumont Club - historia do homem que deu asas a humanidade - Santos=Dumont

Com isso, Santos=Dumont passa a ser muito querido por ser o primeiro homem a realizar o maior sonho da humanidade,

‘Não, Quem primeiro voou pelos céus com uma precária maquina foram os irmãos Wright, quanto a isso ninguém teria o bom senso de questionar’ – É esse suposto “fato histórico”, que erroneamente permanece na cabeça das pessoas do século XXI ao redor do mundo. Más o “bom senso” confirma que o primeiro a ter vencido os céus, foi o brasileiro radicado em Paris, Alberto Santos=Dumont.

Se a 100 anos atrás, ou mais, você perguntasse em qualquer lugar do mundo, até mesmo nas esquinas de Ginza em Toquio “Você sabe quem é Santos=Dumont?”, as pessoas provavelmente responderiam que sim. Hoje talvez, algumas pessoas possam se lembrar dele por lembrarem-se da famosa série ‘Cartier Santos watch’ (de fato, o relógio foi originalmente concebido para permitir que Santos=Dumont manobrasse seu dirigível, e presenteado por seu estimado amigo, Louis Cartier).

Fica-se com uma má sensação de que Santos=Dumont é mais uma das crianças que ficaram para trás, na escuridão da história.

Mais revistas japonesas sobre Santos=Dumont

Abaixo o artigo original, em japonês

彼の名をさらに世界に知ら しめたのは〇六年一〇月二二日、 ブーローニュの森で箱型凧のよう な奇妙な形の動力付飛行機『 bis』でやってのけた約六〇メ ートルの飛行だった。

この時、世界はまだライト兄弟のライト・フライヤー号による〇三年の飛行成 功を知らない(サントス デュモ ンの飛行が科学者や新聞記者を含 む何千人という証人の前で成され た一方、ライト兄弟のそれを見た のはわずか五人の一般人だった)。

 為に、サントス デュモンは人類 の夢を叶えた男として大いにもて はやされ、時代の寵児となる。

行機で空を飛んだのはア メリカのライト兄弟である──こ れは誰も異論を差し挟むことのな い常識だろう。けれども、二〇世 紀初頭のある時期、世界の大方の 人々が信じていたのは別の「歴史 的事実」だった。当時の「常識」に よれば、最初に空を制したのはパ リに住むブラジル人、アルベルト・ サントス デュモンである。

  その頃から一〇〇余年を経た今 日、例えば東京・銀座の街角で一 〇〇〇人に「サントス デュモン を知っていますか?」と訊いて、 いったい何人がイエスと答えるだ ろう? もしかしたら、数人の時 計好きがカルティエのサントス・ ウォッチのことを思い出すかもし れない(その腕時計は、元々ルイ・ カルティエが畏友サントス デュ モンのために、飛行船操縦の時に 便利なようにと考案したものだっ た)。
こと ほ ど さ よ う に サ ン ト スデュモンの名は歴史の暗がりの 中に置き去りにされてしまった感 がある。

Os japoneses sempre deram o devido valor à história e as realizações de Santos-Dumont. Em 1976 existia um clube dedicado exclusivamente ao pioneiro da aviação sua memória nobre.

Santos=Dumont Club - Japan 1976

Dirigido pelo mestre Morita, esse clube era conhecido por fomentar o intercâmbio de informações entre a Fundação Santos-Dumont, na figura de seu então vice-presidente, Fernando E. Lee.

Em 2004, ao pesquisarem a real história da descoberta do vôo humano, duas revistas publicaram matérias sobre a vida de Santos=Dumont, a Seven Seas, revista dedicada aos consumidores de luxo e membros do Clube Seven Seas, que traz 45 paginas, com maravilhosas fotos, mostrando lugares freqüentados por Santos=Dumont no Brasil e no mundo e uma edição especial do 世界の腕時計. (Mundo dos relógios), ambas tratam de como Santos=Dumont, um gênio criativo, homem elegante que faz pesquisas criteriosas chega a invenção do mais pesado-que-o-ar num processo inventivo criterioso, mas que cai no esquecimento do publico dos dias de hoje, a seguir transcrevo o texto da Mundo dos relógios.

"... Aos 22 outubro de 1906, uma máquina de vôo de forma bizarra, como parecida com uma pipa-caixa decolou nos jardins do Bois de Boulogne, em Paris, e voou 60m.

Foi um enorme sucesso na Europa, quando o primeiro vôo motorizado ocorreu. Projetada e manobrada por Santos-Dumont, a máquina voadora de bambu tinha uma envergadura de 12m, 10m de comprimento total, e era coberto com seda japonesa, uma aeronave estilo ‘canard’ chamada 14-bis (bis significa "de novo", porque foi a 14º tentativa de construir uma máquina voadora, totalmente projetada e testada por ele).

Três semanas depois, ele voou 100m com a mesma aeronave, e ganhou o prêmio Archdeacon, a ser dado para "o primeiro que pilotar uma aeronave mais pesada que o ar, por mais de 100m".

Mas então, os irmãos Wright chegaram anunciando que eles já tinham voado, no dia 17 de dezembro de 1903 nos Estados Unidos, num vôo bem sucedido de 12 segundos com o leve 'Flyer1', na presença de observadores. E assim, Santos-Dumont perdia a honra de ser o primeiro do mundo a voar).
Equipe de Masako Hori e o Professor Ricardo Magalhães, fazendo suas pesquisas no museu S=D, em Petrópolis 

Santos-Dumont emigrou para Paris em 1891, ele era um homem de pequena estatura, que vestia-se de forma muito elegante e que dividia seu tempo em corridas de automóveis e jantares em restaurantes de primeira classe, ele sempre demonstrou grande interesse em voar pelos céus. No ano de 1898, ele flutuou no espaço vazio, com o seu primeiro, pequeno balão, desenhado por ele. Após esta primeira invenção, ele concebeu mais 14 máquinas voadoras, 10 delas foram dirigíveis, com o dirigível nº 6, ele foi o primeiro homem a manobrar um dirigível, em uma rota pré-determinada em torno da Torre Eiffel, em tempo limitado e com isso, ganhou o Prêmio Deutsch. Depois disso, ele criou mais 4 aviões, até alcançar o sucesso em voar com o 14-Bis. Em 1907 ele atinge seu auge com a invenção do seu último avião, com um comprimento total de 8m, o "Demoiselle", foi elegante e delicada."

世界 の 腕時計. (O mundo dos religious) sobre a série Cartier Santos Watches 

1906 10 月 22 日、 パリ · ブローニュ の 森で箱凧のような 奇怪 な 形の飛行機械が飛び立ち 、 60mを飛行した 。

ヨーロッパ 初の動力飛行の成功だった。 操縦するの は設計者でもあるサ・ントス - デュモン 、 飛行機械は竹と日本製 シルクで作られた 翼幅 12m 、 全長 10 m 、 先尾翼機14- ビス ( ビスとは "再び の 意で, 彼 は テスト機 14号篠を設計 し ていた)。 それから 3 週間後 、 彼 は 同じ機体で100 m を飛行 し 、「初めて重航空機で100m を飛行した者」 に与え られた アルクデアコン賞 を受賞した。 しかし 1903 年12月17日に アメ リカで ライト兄弟が ライトフライヤ 1で12秒の 飛行に成功したことが後 に認められ 、 世界初の栄誉 は 逃してしまう。

1891年、パリに移住したサントス-デュモンは 小粋な身なりをした社交界の新参者であった。 自動車 レースに出たり 、 一流レストランで食事を したりと遊んではいたが 、 彼 のいちばんの興味は空を飛ぶこと。 1898 年には自ら設計した 小型気球 「 ブラジル号 」 でパリの 空を漂った。その後、 14- ビスまでに 10機の飛行船を設計したが 、 なかでも6号機は制限時間内にエッフェル 塔を周回し 、 ドゥーチ 賞を 獲得した 。 14-ビス後、 4機の飛行機を設計した、 いずれも失敗に終わってしまう。 そして 1907年 、最後に設計した全長 8m の華奢で優美な姿の 「 ドゥモアゼル 」 が 飛び上がった。

'Mistérios não resolvidos' e 'Reescrevendo a História'

A comunidade japonesa sempre teve grande expressividade na Aviação Brasileira, o Brasil tem a maior comunidade de Japoneses fora do Japão – na foto Ricardo Magalhães, VP do Instituto A. Santos Dumont, Luiz Pagano blogger de Santos=Dumont e o primeiro oficial-general de descendência japonesa e que chegou ao mais alto posto da instituição, o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Masao Kawanami – jardim japonês e placa da homenagem da comunidade Nipo-Brasileira no Hospital de Núcleo da Força Aérea em São Paulo.
Por que a opinião pública em todo o mundo decide adotar os irmãos 'e a abandonar Santos-Dumont?

Para responder a esta pergunta, eu convido o leitor a fazer uma investigação mais aprofundada. No entanto, atrevo-me a dizer que o início do século foi uma época de grandes descobertas, a supremacia dos países era avaliada pela forma como eles apresentaram suas invenções em feiras mundiais. Os Estados Unidos da América foram os inventores do marketing e sempre dominaram a propaganda estatal - Por que então um homem pertencente a um país inexpressivo, de uma colônia recentemente libertada de Portugal, teria direito a primazia do vôo?

Publicações mencionadas nessa matéria

Revista Agora – 27 de Fevereiro de 2016 (edição de Março/16)
Publishing House - JAPAN AIRLINES CO. LTD
40-8637 Shinagawa-ku, Tokyo Higashi 2-4-11
Reportágem de 堀 雅子 (Masako Hori)
Escritor-jornalista Yasuyuki Ukieta,
Fotógrafo Taisuke Yoshida

日本 サントス · ドゥモン クラブ -1976
Santos Dumont Club Japan
Dirigida por Mestre Morita, no Japão
Parceiro técnico no Brasil Fernando E. Lee - VP em exercício da Fundação Santos Dumont

Revista 世界の腕時計 (O Mundo dos Relógios) - 20 de agosto de 2004
número 70
Editorial & Corporate Headquarter 3-39-2 Nakano, Nakano-ku, Tokyo 164-8551 Japan
Publisher: KESAHARO IMAI
Editor in Chief TOMOKO KAYAMA

Revista Seven Seas (セブン シーズ) - 7 de Julho de 2004
número 191
Meios de luxo internacional e Club Seven Seas
Publisher: International Luxury Media
Copyright(c) 2002-2016 Fujisan Magazine Service Co., Ltd. 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Arte plumária Indígena no Brasil

Arte plumária Indígena no Brasil
Uma das expressões plásticas mais tradicionais e autenticas e impactantes das culturas nativas do Brasil. A definição usual de arte plumária diz respeito aos objetos confeccionados com penas e plumas de aves, muitas vezes associadas a outros materiais.

É uma prática que tem grande antiguidade, há pinturas rupestres dos século X, que foram primeiramente relatadas por Candido Rondom, encontradas ao longo do rio Erepecuru próximo as cachoeiras de Armazem, Zoada e Resplendor, onde pode se ver etnias antigas usando adornos plumários.
 
Pinturas rupestres dos século X, que foram primeiramente relatadas por Candido Rondom, encontradas ao longo do rio Erepecuru próximo as cachoeiras de Armazem, Zoada e Resplendor, onde pode se ver etnias antigas usando adornos plumários.
Muitas tradições indígenas utilizam a arte plumária, que se multiplica em originalidade e unicidade pelo numero de etnias e tribos espalhadas por todo território brasileiro.

Embora cada grupo apresente uma técnica e estilo específico a tribo dos Urubus-Kaapor é uma das mais evoluídas na arte de confecção de adornos plumários.

Coifa vegetal Kayapó-Mekranoti (Lori-lori), Diadema Kayapó, Capacete Palikúr e Brincos da etnia Waurá

Nas palavras de Darcy Ribeiro e Bertha Ribeiro,

"É na plumária que encontramos a atividade mais eminentemente artística dos nossos índios, aquela em que revelam os mais elaborados impulsos estéticos e mais vigorosas características de criação própria e singular. E é natural que assim seja, porque a plumagem dos pássaros, com sua variedade de formas e riqueza de colorido, constitui o material mais precioso e mais acabado, por assim dizer, que a natureza oferece aos índios para se exprimirem artisticamente. o seu maior interesse estético, por outro lado, está voltado para o embelezamento do próprio corpo. Da combinação daqueles recursos e desta tendência, resultaria a elaboração de uma técnica requintada que, associando penas e plumas a diversos outros materiais, permitiria criar obras de arte capazes de competir em beleza com os mesmos pássaros".

De acordo com a legislação brasileira os indígenas têm o direito de caçar a fauna silvestre com fins exclusivos de alimentação e confecção de objetos cerimoniais, mas peças com produtos ou subprodutos da fauna silvestre, categoria onde entram os objetos plumários, não podem ser comercializadas. A proibição está em vigor desde 1998, e só abre exceções para a pesquisa acadêmica e a preservação em museus. Não obstante, o comércio já atinge grandes proporções e o controle é difícil.Ao mesmo tempo, a combinação de restrições e propaganda governamental causa uma situação de paradoxo. Na apresentação do livro Povos Indígenas no Brasil 2001/2005, os autores disseram:

"Vale destacar a imagem do cocar Kayapó que aparece na lombada deste volume, confeccionado com a técnica de praxe, porém com canudinhos de plástico no lugar das tradicionais penas de arara, papagaio e mutum. Proibidos de comercializar artesanato com matérias-primas oriundas de animais silvestres, essa recente e criativa solução Kayapó simboliza a contradição de um país campeão mundial do desmatamento e bem colocado no topo da lista do tráfico e da extinção de aves, cuja diplomacia costuma exibir no exterior a arte plumária indígena como símbolo primeiro da identidade nacional".

Técnicas de confecção

Na produção, geralmente as penas são amarradas umas às outras e muitas delas são associados a outros materiais, tal qual fibras vegetais, madeiras, couro de animais, folhas, taquaras. No tocante à cor, a arte plumária designa uma arte muito colorida, donde várias tribos do Brasil, além de utilizarem as penas nas cores do próprio pássaro, utilizam técnicas de tingimento, conhecida como “tapiragem”, ou seja, a transformação da cor da pena, com o intuito de se aproximar da coloração amarelo-alaranjado.

As muitas formação de amarração - o Molho de penas, amarração de pena com nó simples e a trama de plumas feita pelos talentosíssimos índios Urubus-Ka'apor
De tal modo, eles utilizam essa arte repleta de cores e matizes, sejam com funções socioculturais, baseadas nos momentos ritualísticos e cerimoniais, de forma a indicar a hierarquia social, gênero, idade; ou simplesmente como objetos utilitários (cestos, armas, instrumentos) e de adorno corporal (máscaras, cocares, mantos, colares, coroas, pulseiras, braceletes, brincos, etc.).

A fieira de penas em cordéis horizontais é uma das principais técnicas de amarração de penas. Acima vemos na técnica A, a ponta extrema da pena é encaixada num pequeno talhe em sua própria base; na técnica B, a armação simples, feita com a pena dobrada e amarrada.
Para melhor descrevemos as peças e quais penas são usadas, é importante conhecermos os diferentes formatos de penas que constituem a asa das aves.

Diferentes tipos de penas podem ser encontradas nas asas das aves, aumentando a complexidade dos arranjos. da esquerda para a direita vemos as rémiges primarias, rémiges secundarias, rémiges escapulares, falsas rémiges, tectrizes e bastardas.


Pariko Bororo

Nesses trezentos anos de contato, os Bororo, por serem um dos povos indígenas vivos mais pesquisados,

Percebe-se então, nesse universo social, que há dezenas de formas diferentes de manufaturar um Pariko, e neste comentário abordaremos um Pariko genérico sem associá-lo as metades, clãs ou sub-clãs. Seguindo novamente as descrições de Dorta (1982).

Um Pariko pode ser dividido em quatro camadas vistas a seguir

 1- A primeira camada é composta de penas retrizes de araras –- podendo também ser inserida retriz de outras aves –- dispostas em semicirculo decrescente e com as pontas aparadas, onde recebem colagem de plumas brancas de pato selvagem. Dizem os Bororo que essa distribuição da armação decrescente das retrizes acompanha a distribuição natural como se encontram nas aves utilizadas. Alguns Parikos não tem as pontas cortadas e nem recebem a emplumação.

2 - A segunda camada é composta de penas de diversas aves, podendo ser retrizes ou tectrizes aparadas nas pontas e combinadas com outros elementos decorativos como lascas de taquara revestidas de plumas ou de acúleos de ouriço, estiletes de madeira ou nervuras de buriti.

 3- A terceira camada é formada de penas aparadas na sua parte terminal e recobre os cálamos das outras duas camadas. Alguns Parikos dispensam esta camada.

 4- A última parte a qual denominaremos de suporte-base é flexível e tem a forma de um arco e é confeccionado com nervuras de babaçu e revestidas com tiras de folíolo de babaçu.

5- Os cordéis-atilho são manufaturados de seda de tucum e resinados para maior durabilidade.

Como já foi dito, através de um Pariko, pode-se identificar o sub-clã, o clã e a metade do seu usuário. Na sociedade Bororo, essas divisões apropriam de seres espirituais, da fauna, da flora, de objetos minerais, dos mitos, dos pontos geográficos, de corpos celestes e chegando até as minúcias do universo existente.
Baseando nas pesquisas realizadas por Dorta, será feita uma síntese de algumas situações:

            A construção de um Pariko obedece à forma da flora e fauna aquática, tendo no peixe pacu um dos modelos, ou como das folhas-do-brejo e de outras folhas aquáticas. Essa circunstância é identificadora, apesar de não ser a principal.

            Das três camadas, a pesquisadora salienta que é a segunda camada, por possuir um maior numero de matéria-prima, que os códigos identificatórios têm mais realce.

            Também são significativas para a identificação de um Pariko, as cores das penas, suas distribuições e combinações com outros de seus elementos.

Outro caráter identificador é a colação das plumas no ápice das tectrizes,devendo observar sua distribuição no seu perímetro.
Este é um resumo desse magnífico adorno, que dá ao seu possuidor, status de grandeza, poder e beleza.

Arte plumária Karajá

Para compreender a plumária Karajá é preciso entender a organização do de sua cosmologia. Existem três mundos miticos:

O Mundo das Águas, local de origem dos Karajá, onde está a aldeia dos
 Berahatxi Mahãdu povo do fundo das águas peixes (peixe cuiú-cuiú, pirarucu);

O Mundo da Superfície, que é habitado pelos Karajá(podem ser tanto animais da floresta - veado, onça, raposa); e,

O Mundo do Céu, que é o nível celeste alcançado somente pelos xamãs (hari) durante as viagens espirituais e depois da morte. o plano celeste é governado por Xiburè, é habitado pelos Biuludu (habitantes do Céu) e dentre estes há os Ijasò do céu..

Para os Karajá não há uma distribuição dos animais nos planos cosmológicos como nós pensaríamos, os pássaros não estão sempre ligados ao Mundo do Céu ou os peixes ao Mundo das Águas.

O Urubu-Rei. Portando, não há entre os Karajá uma relação funcional ou utilitarista de classificação do mundo, como já alertou Lévi-
Strauss (2010) ao falar do “pensamento selvagem”. Trata
-se de uma relação complexa entre os níveis cosmológicos que são mediados  pelos xamãs a fim de manter o equilíbrio do cosmo. 

A maior parte dos adornos de plumária é usada pelos mais jovens, a medida que a pessoa envelhece menos ela os usa. Ao mesmo tempo esses adornos estão, quase que em sua totalidade, relacionados aos rituais; estão presentes: na “dança dos Aruanã”.

 
Exemplos da arte plumária Karajá
O Leque de occipício A. conta a historia do heroi mitico Kanakiwe, que pressionou o Urubu Rei (representado pela harpia), a presentear sua tribo com tal representação do disco solar.

Feito com penas rêmiges de harpia (Harpya harpya); da garça branca (Casmerodius albus); penas de voo de arara Canindé (Ara ararauna); retriz de japu (Psarocolius decumanus); coberteiras de asa, provavelmente de arara-canga.

A estrutura e montada em estilete de estipe de palmeira de babaçu, penas são coladas com cera de abelha e amarradas a um suporte grosso de cordel de fios de algodão.
Os Brincos B são de uso masculino, principalmente em cerimônias, feitos com coberteiras inferiores da asa e plumas dorsais da arara-canga (ara macao) e da arara-vermelha (Ara chloroptera), o suporte é de pecíolo de tucum.
O leque de occipício C é feito com penas do de japu (Psarocolius decumanus) e da arara canga.


A coroa vertical D, usada por mulheres é adornada com plumas de da arara-canga (ara macao) e da arara-vermelha (Ara chloroptera).

domingo, 3 de janeiro de 2016

ÍNDIOS BRASILEIROS EM TOY ART – DIVISÃO DE GRUPO ÉTNICOS

Etnias Indígenas em Toy Art
Existe um universo de culturas dentro do Brasil, que por medo, tédio e/ou preconceito, poucos se atrevem a conhecer. Esse universo é composto por quase um milhão de pessoas, aproximadamente 305 grupos étnicos, falando 274 idiomas diferentes, eles tem sua própria concepção de mundo, religião, conhecimentos únicos de botânica, ecologia e sustentabilidade...

Para eliminar o ‘tédio’, adotei o perfil Tupi-Pop dos meus blogs, resolvi abordar cada etnia por meio de Toy Arts, e tal qual as centenas de Pokemons, personagens de Naruto, etc., as etnias indígenas serão assuntos de fácil entendimento aos *Otakus Tupi-Pop.

Se quiser saber mais sobre cada etnia en toy art isoladamente, as descrevo, uma a uma no blog Indígenas Brasileiros.

A partir do descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500, os europeus passaram a ter um grande contato com as tribos tupis-guaranis que estavam espalhadas por praticamente toda a costa brasileira. Os tupis-guaranis chamavam os indígenas de fala diversa à sua de Tapuia – que, em sua língua, significava "inimigo". Este vocábulo foi incorporado pelos europeus, que passaram a considerar que, no país, havia apenas duas grandes nações indígenas: a Tupi-Guarani e a Tapuia.

Os Tapuias, considerados pelos europeus como mais primitivos e de catequese e conquista mais difíceis, foram duramente combatidos e exterminados – e muitos dos povos e tribos então existentes desapareceram de forma tão completa que sequer existe registro direto de sua existência.

No século XIX, o cientista alemão Carl Friedrich Philipp Von Martius percorreu grande parte do território brasileiro e propôs uma divisão dos índios brasileiros segundo um critério linguístico. Baseado nesse critério, ele criou o grupo gê, que englobava tribos que falavam línguas semelhantes e que costumavam autodenominar-se utilizando a partícula gê, que significava "pai", "chefe" ou "antepassado"'. Um nome alternativo, segundo o próprio Martius, seria cram, pois, nesse grupo, também era muito utilizada a partícula cran ("filho", "descendente") para a nomeação das tribos. Grande parte das antigas tribos tapuias estava englobada pelo grupo Gê.

Já no começo do século XX, os antropólogos passaram a rejeitar o nome "Tapuia" e adotaram a denominação de "Gês" para este outro grupo de famílias linguísticas. Em 1953, a Associação Brasileira de Antropologia adotou a forma "Jê" em substituição a "Gê". Com a reforma ortográfica, que preconizava o uso de "j" em vez de "g" para os termos oriundos das línguas indígenas brasileiras, a palavra "Gê" passou a ser grafada "jJê".

Por apresentarem semelhanças nas suas origens é possível classificar os grupos linguísticos e os troncos linguísticos, o linguista Morris Swadesh fez um importante trabalho de classificação que alem da linhagem genética, levava em consideração o método conhecido como glotocronologia, no qual determina-se primeiramente a partir de um vocabulário básico de cem ou duzentos termos comuns, quais são os verdadeiros cognatos, (palavras que se demonstram serem derivadas de uma única palavra ancestral). Uma taxa de 81% de cognatos indica cinco séculos desde que as duas línguas se separaram; 36% indicariam aproximadamente 2.500 anos de separação;  12% uns 5.000 anos.

Infelizmente as línguas nativas de tribos indígenas brasileiras estão entre as mais ameaçadas de extinção no mundo - Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga era quase sinônimo de falar língua de índio. Somente 2 em cada 5 habitantes da cidade conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem “a língua geral dos índios”, pois “aquela gente não se explica em outro idioma” siba mais

Por motivos como esses, segundo uma classificação feita pela National Geographic Society e pelo Living Tongues Institute for Endangered Languages. Os idiomas índios estão sendo substituídas pelo espanhol, o português e idiomas indígenas mais fortes na fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai, nos Andes e na região do Chaco, revelaram os pesquisadores. Por exemplo: menos de 20 pessoas falam Ofaié, e menos de 50 conseguem se expressar em Guató.

Grande maioria dos países foram construídos encima da destruição de povos, o Brasil é um dos poucos que ainda tem a importante chance de resgatar identidade e de aprender com o povo remanescente, dessa forma, conseguimos estabelecer a classificação de 20 grupos étnicos, sendo quatro deles os mais importantes (Tupi, Macro Jê, Aruak e Karib) descritos abaixo:
Grupo Tupi em Toy Art

1 - Grupo Tupi

O termo "tupis" possui dois sentidos: um genérico e outro específico. O sentido genérico do termo remete aos índios que habitavam a costa brasileira no século 16 e que falavam a língua Tupi Antiga. O sentido específico do termo remete aos índios que habitavam a região o litoral brasileiro inclusive a atual cidade de São Vicente, na mesma época, foram os primeiros índios a terem contato com os portugueses que aqui chegaram.

O Grupo Tupi se divide em 10 famílias: Tupi-Guarani, Arikém, Aweti, juruna, Mawé, Puroborá, Mundurukú, Ramarama e Tuparí.
Grupo Macro-Jê em Toy Art

2 - Grupo Macro-Jê

As línguas do tronco macro-jê legaram algumas palavras para a língua portuguesa, embora não de modo tão expressivo quanto as línguas do tronco tupi. Geralmente, são topônimos da Região Sul do Brasil com origem na língua caingangue, como Goioerê, Xanxerê, Erechim, Erebango, Campo Erê, Goioxim, Nonoai etc.
Grupo Aruak em Toy Art

3 – Grupo Aruak

As línguas aruaques, nuaruaques, aruak ou arawak formam uma família de línguas ameríndias da América do Sul e do Mar do Caribe. As línguas aruaques são faladas em grande parte do território das Americas ao sul em direção ao Paraguai e ao norte, em países da costa norte da América do Sul, como o Suriname, a Guiana e a Venezuela.

Segundo o linguista Ayron Rodrigues, essa língua, também conhecida como Lokono, era falada em algumas ilhas antilhanas, como Trinidad. Quando os europeus inciaram sua colonização do Caribe, os Aruák aí dividiam e disputavam o mesmo espaço com os Karib, e foi com uns e outros que aqueles tiveram seus primeiros contatos com a população nativa e com suas línguas. Assim como Karib, o nome Aruák veio a ser usado para designar o conjunto de línguas encontradas no interior do continente e aparentadas à língua Aruák. Ainda segundo esse autor, esse conjunto de línguas foi também chamado de Maipure ou Nu-Aruák e corresponde ao que Carl Friedrich Von Martius há mais de um século chamou de Guck ou Coco.
Grupo Karib em Toy Art

4 - Grupo Karib

As línguas caribes, karib, caribas, caraíbas são uma família linguística indígena da América Central e da América do Sul. Ela está dispersa por todo o norte da América do Sul, desde a foz do Rio Amazonas até os Andes colombianos, mas também aparece no Brasil central. As línguas caribes são relativamente próximas entre si.
Grupos Aikaná, Arawá, Guaikurú e Iránxe em Toy Art

5 – Grupo Aikaná

Os Aicanãs (também conhecidos como Aikanã, Massacá, Massaká, Huari, Corumbiara, Kasupá, Mundé, Tubarão, Winzankyi) são um povo indígena brasileiro. Falam a língua Aicanã. Os aikanã vivem no estado de Rondônia, na bacia do rio Guaporé. Suas três aldeias fazem parte da Terra Indígena Tubarão-Latundê, localizada a 100 quilômetros da fronteira com a Bolívia e a 180 quilômetros da cidade mais próxima, Vilhena.

6 – Grupo Arawá

Os Arawá, (também conhecidos como Arauá, Deni, Jarawara, Kanamanti, Kulina, Paumari, Jamamandi e Zuruahá), são um grupo indígena que habita o sudoeste do estado brasileiro do Amazonas, mais precisamente na "Terra Indígena Deni", situada nos municípios de Itamarati e Tapauá.

Os primeiros contatos dos Arawá com o homem branco provavelmente se deram no final do século XIX ou primeiros anos do século XX.

Os Arawá estão entre os grupos indígenas da região dos rios Juruá e Purus que, na década de 1940, sofreram os impactos do segundo ciclo da borracha, que atraiu milhares de migrantes. Com estes, vieram doenças, violentas disputas territoriais e exploração da mão de obra indígena. Desde então, os Arawá tiveram que esperar décadas até terem seus direitos territoriais assegurados, sendo preciso iniciar uma campanha de autodemarcação das terras, com apoio de algumas Ongs, para então conseguir a demarcação oficial, que só foi concluída em agosto de 2003.

7 – Grupo Guaikurú

O termo guaicurus remete aos grupos indígenas cujas línguas pertencem à família lingüística guaicuru. Eram famosos por serem uma tribo guerreira que se utilizavam de cavalos para as caçadas e ataques. Migraram para o território brasileiro, na região dos estados do Mato Grosso do Sul e Goiás, fugindo da colonização na região do norte do Paraguai.

8 – Grupo Iranxé

Os Iranxe (também são conhecidos como Irantxe), estão localizados em Mato Grosso-MT e segundo dados da FUNASA-2010 sua população é de 379. Manoki é como se autodenominam os índios mais conhecidos como Irantxe, cuja língua não tem proximidade com outras famílias lingüísticas. Sua história, contudo, não é muito diferente da maioria dos índios no Brasil: foram praticamente dizimados em decorrência de massacres e doenças advindas do contato com os brancos. Em meados do século XX, a maior parte dos sobreviventes não viu alternativa senão viver em uma missão jesuítica, responsável por profunda desestruturação sócio-cultural do grupo.
Grupos Jabuti, Kanoê, Katukina e Kwazá em Toy Art

9 – Grupo Jabuti

Os Jabutis (também são conhecidos como Djeromitxi e Arikapu), são um grupo indígena que habita o sul do estado brasileiro de Rondônia, mais precisamente as Áreas Indígenas Rio Branco, Rio Guaporé e Terra Indígena Jabuti. No passado a tribo foi muito ameaçada pela presença de garimpeiros em sua área original, fato em parte resolvido pela demarcação de suas terras.

A maioria dos falantes da língua jabuti também fala o português e há outros que ainda sabem se comunicar através de outras línguas indígenas.

10 – Grupo Kanoê

Os Kanoê (etnônimo brasílico) ou Canoês são um grupo indígena que habita o sul do estado brasileiro de Rondônia, mais precisamente as Terras Indígenas Rio Branco e Rio Guaporé.

Massacre

Em 1985, os Canoês sofreram ataques de fazendeiros em Corumbiara, município que dá nome ao documentário do franco-brasileiro Vincent Carelli. Não se sabe quantos indígenas (entre eles os da etnia akuntsu) foram mortos, mas especula-se que tenha sido usado um trator de esteira, o mesmo que serve para desmatar grandes áreas.

11 – Grupo Katukina

Catuquinas ou Katukinas é uma denominação atribuída a pelo menos três grupos indígenas.

O primeiro deles, da família linguística katukina, os chamados Katukina do Rio Biá, localizados na região do rio Jutaí, no sudoeste do estado do Amazonas, nas Terras Indígenas Paumari do Cuniuá, Paumari do Lago Paricá, Rio Biá e Tapauá.

São também chamados Katukina dois grupos da família linguística pano, localizados no estado do Acre. Mas nenhum desses dois grupos pano reconhece o termo "katukina" como autodenominação. Um deles, localizado nas margens do rio Envira, próximo à cidade de Feijó, autodenomina-se Shanenawa e seria parte de um clã do povo Yawanawá:

"Desde os tempos imemoriais, os Yawanawá, o povo da queixada, ocupam as cabeceiras do rio Gregório, afluente do rio Juruá, geograficamente pertencente ao município de Tarauacá, Acre. Sua população atual é de 636 pessoas e pertence ao tronco linguístico Pano. As famílias estão distribuídas nas comunidades Nova Esperança, Mutum, Escondido, Tibúrcio e Matrinxã. As comunidades são formadas pelas famílias Yawanawá, Arara, Kãmãnawa (povo da onça), Iskunawa (povo do japó), Ushunawa (povo da cor branca), Shanenawa (povo do pássaro azul), Rununawa (povo da cobra) e Kaxinawá (povo do morcego)."
Já o outro grupo, denominado Katukina-Pano, habitante das aldeias localizadas nas margens dos rios Campinas e Gregório, não reconhece qualquer significado no nome "Katukina" na sua língua, mas aceita a denominação. Dizem os seus integrantes que ela foi "dada pelo governo". No entanto, nos últimos anos, jovens lideranças indígenas têm estimulado a consolidação da denominação de Noke Kuin, Noke Kui ou Noke Koi (em português, "gente verdadeira") para o grupo. Internamente, são usadas seis outras autodenominações, que se referem aos seis clãs nos quais o grupo se divide. Observou-se que tais denominações são praticamente idênticas aos nomes de alguns clãs do povo Marubo, com o qual os chamados Katukina-Pano apresentam várias outras semelhanças linguísticas e culturais.

12 – Grupo Kwazá

Os Kwazá (também Coaiá ou Koaiá) são um povo ameríndio que habita o sul do estado brasileiro de Rondônia, região onde moravam desde tempo imemorial. Após a abertura da BR-364, nos anos 1960, fazendeiros os expulsaram das terras férteis em que moravam e em 2008 formavam uma sociedade de apenas 40 indivíduos, que viviam na Terra Indígena Tubarão-Latundê, no município de Chupinguaia, junto com os Aikanã e os Latundê. A maioria deles são mestiçados com os Aikanã. Há ainda uma outra família mestiça de Kwazá e Aikanã vivendo na Terra Indígena Kwazá do Rio São Pedro. Falam uma língua isolada que está ameaçada de extinção.
Grupos Maku, Mura, Nambikwara e Pano em Toy Art

13 – Grupo Maku

Os Macus são um grupo indígena brasileiro que se dividem nos subgrupos Dâw, Hupdá, Iuhupde e Nadebe. O termo, contudo, pode remeter ainda a um grupo indígena que habitava o estado brasileiro de Roraima e que se teria fundido com os iecuanas no século XX. Segundo Jorge Pozzobon (1955-2001) é comum na região a distinção entre os chamados "índios do rio", de fala Tukano e Arawak, e os "índios do mato", de fala Maku. Os cerca de três mil Maku (1999) se distribuem num território entre o Brasil e a Colômbia numa área de aproximadamente 20 milhões de hectares, onde se dispersam pelas manchas de floresta, limitada a noroeste pelo rio Guaviare (afluente colombianos do rio Orinoco), ao norte pelo rio Negro, ao sul pelo rio Japurá e a sudeste pelo rio Uneiuxi (afluente brasileiro do Negro).

14 – Grupo Mura

Os muras são um grupo indígena brasileiro que habita o centro e o leste do estado do Amazonas, mais precisamente nas áreas indígenas Boa Vista, Capivara, Cuia, Cunha, Gavião, Guapenu, Itaitinga, Lago Aiapoá, Murutinga, Natal/Felicidade, Onça, Padre, Paracuhuba, Recreio/São Félix, São Pedro, Tracajá, Trincheira, Méria, Miratu, Tabocal e Pantaleão.

15 – Grupo Nambikwara

Os Nambikwara, também chamados Anunsu, Anunzê, Nanbikuara, Nambikuara, Nambiquara, Nhambikuara ou Nhambiquara, são um povo indígena brasileiro. Estão localizados no oeste do Mato Grosso e em Rondônia.

Em 1999, somavam 1 145 indivíduos. Seus costumes são a caça e a coleta e quase nunca tiveram contato com os não índios até 1965, quando não índios começaram a invadir suas terras para o garimpo e para a extração ilegal de madeira.

Seus subgrupos são os Nambikwara do Campo (Mato Grosso e Rondônia), Nambikwara do Norte (Mato Grosso e Rondônia), Nambikwara do Sararé (Mato Grosso) e Nambikwara do Sul (Mato Grosso).

Sua língua pertence à família Nambikwara.

16 – Grupo Pano

Os panos são grupos indígenas cujas línguas pertencem à família linguística Pano. No passado, foram chamados de barbudos.

Segundo alguns linguistas, o termo pano é pejorativo: vem de panobu, que significaria "os chorões", não sendo uma auto-denominação destes povos, mas sim, um heterônimo, dado por povos pertencentes a outras famílias linguísticas.

Os povos pertencentes à família Pano estão localizados no extremo oeste da Amazônia brasileira e na região correspondente ao piemonte andino, no Peru.

Todos os povos cujas denominações são terminados pelo sufixo -nawa, -náua ou -nauá pertencem a este grupo: Kaxinawá, Yawanawá, Shawanawá (ou Shawadawã), Shanenawá, Jaminawá, entre outros. Também pertencem a este grupo os Marubo e Corubo (Vale do Javari) e Shipibo (Juruá-Ucaially peruano). Os Katukina do Acre também falam uma língua da família Pano (não confundir com os Katukina do Amazonas). Aparentemente o sufixo -náua ou -nawa designa "povo" ou "gente", acrescido de um prenome indica a que clã este povo pertence. Ex: Shanenaua (povo do pássaro azul), Yawanawá (povo do queixada), etc. Os povos Pano ou nawa compartilham semelhanças não apenas linguísticas mas também nas músicas tradicionais, nas práticas ritualísticas, nas histórias tradicionais e na pintura corporal, entre outros aspectos de sua cultura.
Grupos Trumai, Tikuna, Txapakura e Yanomami em Toy Art

17 – Grupo Trumai

O Trumai é uma língua isolada e realmente comprometida, foi o ultimo grupo a cehgar no Xingú.  Existem hoje apenas 30 falantes e as crianças não mais aprendem a língua, preferindo falar o português, embora alguns deles também falem outras línguas xinguanas, como o Kamayará, o Aweti ou o Suyá.

18 – Grupo Tikuna

Os Ticuna (Tikuna, Tukuna ou Magüta) são um povo ameríndio que habita, atualmente, a fronteira entre o Peru e o Brasil e o Trapézio amazônico, na Colômbia. Formam uma sociedade de mais de 50 000 indivíduos, divididos entre Brasil (36 mil), Colômbia (oito mil) e Peru (sete mil),[2] sendo o mais numeroso povo indígena da Amazônia brasileira.

19 – Grupo Txapakura

Os Txapakuras, vieram das regiões de bacias, igarapés, afluentes e cabeceiras de rios localizados no sudoeste da Amazônia. Ocupavam as regiões das bacias do rio laje e as Bacias do rio Ouro Preto, o igarapé da Gruta, o igarapé Santo André e o igarapé rio Negro, as afluente da margem direita do Mamoré de onde veio uma de suas denominações.

Entretanto, até o início do século XX mantiveram-se isolados, possivelmente porque viviam em áreas de acesso difícil ou de pouco interesse econômico. Os Waris, do grupo Txapakuras foram mencionados pela primeira vez na história pelo Coronel Ricardo Franco em 1798, encontrados as margens do rio Pacaás Novos.

Essa situação veio a mudar com o desenvolvimento do processo de vulcanização da borracha, que aconteceu em meados do século XIX, que provocou a busca por essa matéria prima nas florestas, até então muito pouco exploradas.

20 – Grupo Yanomami

Os ianomâmis,Yanomami, Yanoama, Yanomani ou Ianomami são índios caçadores-agricultores que habitam o Brasil e a Venezuela. Compõe-se de quatro subgrupos: Yanomae, Yanõmami, Sanima e Ninam. Cada subgrupo fala uma língua própria: juntas, elas compõe a família linguística ianomâmi. A tribo Ianomâmi é a sétima maior tribo indígena brasileira, com 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. A noroeste de Roraima, estão situadas 197 aldeias que somam 9 506 pessoas e, a norte do Amazonas, estão situadas 58 aldeias que somam 6 510 pessoas.



—————

*Otaku (おたく?) é um termo usado no Japão e outros países para designar os fãs de animes e mangás. Entretanto, no Japão, o termo pode ser utilizado para designar um fã de qualquer coisa em um grande excesso.

A palavra otaku em japonês é, originalmente, um tratamento respeitoso na segunda pessoa(お宅? lit. seu lar), ou "vossa casa", uma espécie de pronome do nipônico mais arcaico. Essa referencia surgiu da combinação entre a prosperidade econômica do Japão no pós-guerra, a relação intensa entre consumo e tecnologias midiáticas e o apelo das referências visuais dos mangás (história em quadrinhos) e dos animes (filme de animação).Otaku passou a ser atribuído às pessoas que passavam muito tempo em casa, consumindo tal cultura.

O humorista e cronista Akio Nakamori observou que a palavra era muito utilizada entre fãs de animes e a popularizou por volta de 1989, quando a utilizou em um de seus livros.

A seguir, desfrute do incrível universo de arte, cultura e conhecimento dos autênticos brasileiros.


#NomesOutros nomes ou grafiasFamília linguísticaInformações demográficas
1AikanãMassacá, Tubarão, Columbiara, Mundé, Huari, AikanáAikaná
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO328Siasi/Sesai 2012
2AikewaraSuruí, Sororós, AikewaraTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA351Siasi/Sesai 2012
3AkuntsuAkunt'suTupari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO5Siasi/Sesai 2012
4AmanayêAmanaié, AraradeuaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA131Siasi/Sesai 2012
5AmondawaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO113Siasi/Sesai 2012
6AnacéAnacé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE1281Siasi/Sesai 2012
7AnambéTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA131Siasi/Sesai 2012
8AparaíApalai, Apalay, Appirois, Aparathy, Apareilles, AparaiKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA466Siasi/Sesai 2012
Guiana Francesa40Eliane Camargo 2011
Suriname10Eliane Camargo 2011
9ApiakáApiacáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT. PA844Siasi/Sesai 2012
10ApinajéApinaié, Apinajés, Timbira, Apinayé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO2412Siasi/Sesai 2012
11ApurinãIpurina, PopukareAruak-maipure
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, MT,RO8300Siasi/Sesai 2012
12AranãAranã
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MG362Funasa 2010
13ArapasoArapasso, ArapaçoTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM414Siasi/Sesai 2012
14ArapiunsArapium
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
2204Siasi/Sesai 2012
15AraraArara do Pará, UkaragmaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA363Siasi/Sesai 2012
16Arara da Volta Grande do XinguArara do Maia
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA110Siasi/Sesai 2012
17Arara do Rio AmôniaApolima-Arara, Arara Apolima
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC297Siasi/Sesai 2012
18Arara do Rio BrancoArara do Beiradão, Arara do Aripuanã
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT391Siasi/Sesai 2012
19Arara ShawãdawaArara do Acre, ShawanauaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC545Siasi/Sesai 2012
20ArawetéAraueté, BïdeTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA450Siasi/Sesai 2012
21ArikapúJabuti
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO34Siasi/Sesai 2012
22AruáMondé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO133Siasi/Sesai 2012
23AshaninkaKampa, AshenikaAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC1291Siasi/Sesai 2012
Peru97477INEI 2007
24Asurini do TocantinsAkuawa, AsuriniTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO516Siasi/Sesai 2012
25Asurini do XingúAssurini, AwaeteTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA165Siasi/Sesai 2012
26AtikumAticum
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE, BA7929Siasi/Sesai 2012
27Avá-CanoeiroCanoeiro, Cara-Preta, CarijóTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO, GO, MG25Siasi/Sedsi 2012
28AwetiAwytyza, Enumaniá, Anumaniá, AuetöAweti
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT195Ipeax 2011
29BakairiBacairi, Kurã, KurâKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT930Siasi/Sesai 2012
30BanawáArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM200Siasi/Sesai 2012
31BaniwaBaniva, Baniua, Curipaco, WalimanaiAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM6243Siasi/Sesai 2012
Colombia70002000
Venezuela2408INE 2001
32BaráBara tukano, WaípinõmakãTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM22Siasi/Sesai 2012
Colombia2961988
33BarasanaPanenoáTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM47Siasi/Sesai 2012
Colombia9391998
34BaréHaneraAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM10623Siasi/Sesai 2012
Venezuela2815INE 2001
35Borari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA
36BororoCoxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos, BoeBororo
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT1686Siasi/Sesai 2012
37Canela ApanyekráCanela, Timbira
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA1076Siasi/Sesai 2012
38Canela RamkokamekráCanela, Timbira
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA2175Siasi/Sesai 2012
39ChamacocoSamuko
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS40Grumberg 1994
Paraguai1515II Censo Nacional Indígena 2002
40Charrua
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Argentina676INDEC 2004
RS27Siasi/Sesai 2012
41ChiquitanoChiquitoChiquito
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Bolivia108206Censo Nacional 2001
MT473Siasi/Funasa 2012
42Cinta largaMatetamãeMondé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, RO1758Siasi/Sesai 2012
43CoripacoCuripaco, Curripaco, KuripakoAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1504Siasi/Sesai 2012
Colombia7827Arango e Sánchez 2004
Venezuela4925INEI 2001
44DeniJamamadiArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1394Siasi/Sesai 2012
45DesanaDesano, DessanoTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM2028Siasi/Sesai 2012
Colombia20361998
46DjeoromitxiJabotiJabuti
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO215Siasi/Sesai 2012
47DowMaku, Kamã, Nukak MakuMakú
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM110DSEI Alto Rio Negro 2013
48Enawenê-NawêEnauenê nauê, Salumã, Enawenê-nawêAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT641Siasi/Sesai 2012
49Fulni-ôIa-tê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE4687Siasi/Sesai 2012
50Galibi do OiapoqueGalibi, KalinãKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP82Siasi/Sesai 2012
Guiana Francesa3000OkaMag 2002
Suriname3000OkaMag 2002
Venezuela11150OkaMag 2002
51Galibi-MarwornoGalibi do Uaçá, AruáCreoulo
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP2377Siasi/Sesai 2001
52Gavião ParkatêjêGavião do Mãe Maria, Gavião do Oeste, Timbira, Parkatejê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA627Siasi/Sesai 2012
53Gavião PykopjêGavião do Maranhão, Gavião Pukobiê, Gavião do Leste, Timbira, Pykopcatejê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA740Siasi/Sesai 2012
54Guajá / Awa-GuajáAvá, AwáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA365Siasi/Sesai 2012
55GuajajaraGuajajara, TeneteharaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA26040Siasi/Sesai 2012
56Guarani MbyaKaiowá, Mbya, ÑandevaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Argentina6500CTI/Grünberg 2008
Bolivia78359INE/Bolivia 2001
MS,SP,PR,RS,RJ,ES57923Siasi/Sesai 2012
Paraguai41200CTI/Grünberg 2008
57GuatóGuató
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS, MT374Siasi/Sesai 2012
58HixkaryanaHixkarianaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA,AM1242Siasi/Sesai 2012
59HupdaMaku, MacuMakú
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1000Patricia 2012
Colombia500Patriciia 2012
60IkolenGavião de Rondônia, Gavião Ikolen, DigutMondé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO603Siasi/Sesai 2012
61IkpengTxicão, IkpengKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT454Siasi/Sesai 2012
62IngarikóAkawaio, KaponKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR1231Siasi/Sesai 2012
Guiana40001990
Venezuela7281992
63Iranxé MonokiIrantxe, ManokiIranxe
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT396Siasi/Sesai 2012
64JamamadiYamamadi, KanamantiArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM890Siasi?Sesai 2012
65JarawaraJarauaraArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM218Funasa 2010
66JavaéKarajá/Javaé, Itya MahãduKarajá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
GO, TO1456Funasa 2009
67Jenipapo-KanindéPayaku
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE302Funasa 2010
68JiahuiJahoi, Diarroi, Djarroi, Parintintin, Diahoi, Diahui, KagwaniwaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM97Funasa 2010
69JiripancóJeripancó, Geripancó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL2074Funasa 2010
70JumaYumaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO4Luciana França 2010
71Ka'aporUrubu Kaapor, KaaporTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA, PA991Funasa 2006
72KadiwéuKaduveo, Caduveo, Kadivéu, KadiveoGuaikuru
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS1346Funasa 2009
73KaiabiKawaiwete, Kayabi, Caiabi, Kaiaby, Kajabi, CajabiTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT2202Siasi/Sesai 2012
74Kaimbé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA710Funasa 2006
75KaingangGuayanás
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PR, RS, SC, SP33064Funasa 2009
76KaixanaCaixana
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM572Funasa 2010
77Kalabaça
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE221Funasa 2010
78KalankóCacalancó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL390Funasa 2009
79KalapaloKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT385Ipeax 2011
80KamayuráKamayuráTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT467Ipeax 2011
81Kamba
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS
82KambebaCambemba, OmaguáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM780Funasa 2010
Peru3500Benedito Maciel 1994
83KambiwáCambiua
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE2954Funasa 2010
84KanamariCanamari, TukunaKatukina
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM3167Funasa 2010
85Kanindé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE714Funasa 2010
86KanoêCanoe, Kapixaná, KapixanãKanoe
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO282Siasi/Sesai 2012
87KantaruréCantaruré, Pankararu
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA340Funasa 2010
88KapinawaCapinawa
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE3702Funasa 2009
89KarajáCaraiauna, InyKarajá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
GO, MT, PA, TO3198Funasa 2010
90Karajá do NorteXambioá, Ixybiowa, Iraru Mahãndu, Karajá do NorteKarajá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO268Funasa 2010
91KarapanãMuteamasa, UkopinõpõnaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM63Dsei/Foirn 2005
Colombia4121988
92Karapotó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL2189Funasa 2006
93Karipuna de RondôniaAhé, Karipuna, AhéTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO28Funasa 2010
94Karipuna do AmapáCreoulo
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP2421Funasa 2010
95Kariri
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE118Funasa 2010
96Kariri-XokóCariri-xocóKariri-Xocó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL2311Funasa 2009
97KaritianaCaritiana, YjxaArikén
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO3202005
98KaroArara de Rondônia, Arara Karo, Arara Tupi, Ntogapíd, Ramaráma, Urukú, Urumí, I´târapRamarama
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO208Kanindé 2006
99Karuazu
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL1013Funasa 2010
100KassupáAikaná
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO210MPF em RO 2011
101KatuenayanaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, PA, RR133Funasa 2010
102KatukinaTukunaKatukina do Rio Biá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM462Funasa 2010
103Katukina PanoPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC594Funasa 2010
104KaxarariCaxarariPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, RO318Funasa 2010
105KaxinawáCashinauá, Caxinauá, Huni Kuin, huni kuinPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC7535Funasa 2010
Peru2419INEI 2007
106Kaxixó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MG308Funasa 2010
107KaxuyanaCaxuiana, KatxuyanaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA350João do Valle Kaxuyana 2009
108KayapóKaiapó, Caiapó, Gorotire, Mekrãgnoti, Kuben-Kran-Krên, Kôkraimôrô, Metyktire, Xikrin, Kararaô, Mebengokre
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, PA8638Funasa 2010
109KinikinauKinikinao, Kinikinawa, GuanáAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS250Souza 2005
110KiririKariri
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA2182Funasa 2010
111KisidjêSuyá, Kisidjê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT330Unifesp 2010
112Koiupanká
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL1263Funasa 2009
113KokamaCocama, KocamaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM9636Funasa 2010
Colombia2361988
Peru11370INEI 2007
114KoruboPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM27FPEVJ 2010
115KotiriaWananaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM735Dsei/Foirn 2005
Colombia11131988
116KrahôCraô, Kraô, Timbira, Mehin
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO2463Funasa 2010
117Krahô-Kanela
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO84Funasa 2010
118KrenakCrenaque, Crenac, Krenac, Botocudos, Aimorés, KrénKrenák
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, MG, SP350Funasa 2010
119KrenyêTimbira
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA
120KrepumkateyêTimbira
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA
121KrikatíKricati, Kricatijê, Põcatêjê, Timbira, Kricatijê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MA921Funasa 2010
122KubeoCubeo, Cobewa, Kubéwa, PamíwaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM489Siasi/Sesai 2012
Colombia42381988
Venezuela25INEI 2001
123KuikuroIpatse ótomo, Ahukugi ótomo, Lahatuá ótomoKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT522Ipeax 2011
124KujubimKuyubiTxapakura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO55Funasa 2006
125KulinaCulina, Madiha, MadijaArawa
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM5558Funasa 2010
Peru417INEI 2007
126Kulina PanoCulinaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM134Funasa 2010
127KuntanawaKontanawa, ContanawaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC400Pantoja 2008
128KuruayaXipáia-Kuruáia, KuruaiaMunduruku
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA159Funai/Altamira 2010
129KwazáCoaiá, KoaiáKoazá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO40Van der Voort 2008
130MakunaYeba-masãTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM32Dsei/Foirn 2005
Colombia528Colômbia 1988
131MakurapMacurapTupari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO478Funasa 2010
132MakuxiMacuxi, Macushi, PemonKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR29931Funasa 2010
Guiana9500Guiana 2001
Venezuela83INEI 2001
133ManchineriMachineri, YineAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Bolivia15Censo Nacional 2001
AC997Siasi/Sesai 2012
Peru90INEI 2007
134MaruboPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1705Funasa 2010
135MatipuKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT149Ipeax 2011
136MatisMushabo, Deshan MikitboPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM390Funasa 2010
137MatsésMayorunaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1592Funasa 2006
Peru1724INEI 2007
138MaxakaliMaxacalis, Monacó, Kumanuxú, Tikmuún, Kumanaxú - tikmu'únMaxakali
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MG1500Funasa 2010
139MehinakoMeinaco, Meinacu, MeinakuAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT254Ipeax 2011
140Menky ManokiMunku, Menku, Myky, ManokiIranxe
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT102Funasa 2010
141MiguelenoMiqueleno
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO2422010
142MiranhaMiranaBora
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM836Funasa 2006
Colombia445Colômbia 1988
143Mirity-tapuyaBuia-tapuyaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM75Dsei/Foirn 2005
144MundurukuMundurucu, Maytapu, Cara Preta, WuyjuyuMunduruku
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, MT, PA11630Funasa 2010
145MuraMura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM15713Funasa 2010
146NadöbMacú Nadob; Maku NadebMakú
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM
147NahukuáNafukwá, Nahkwá, Nafuquá, NahukwáKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT126Ipeax 2011
148NambikwaraNambiquara, AnunsuNambikwára
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, RO1950Funasa 2010
149NaruvotuKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT81Fiorini 2003
150NawaNáua
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC423Correia 2005
151NukiniNuquiniPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC622Funasa 2010
152OfaiéOfaié-XavanteOfayé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MS60Funasa 2010
153Oro WinOro Towati', Oroin, Uruin, Oro Win, Oro Towati'Txapakura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO73Funasa 2010
154PalikurParicuria, Paricores, Palincur, Parikurene, Parinkur-Iéne, Païkwené, PaïkwenéAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP1293Iepé 2010
Guiana Francesa720Passes 1994
155PanaráKreen-Akarore, Krenhakore, Krenakore, Índios Gigantes
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, PA437Funasa 2010
156Pankaiuká
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE
157Pankará
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE2558Funasa 2010
158Pancararé
Pancararé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA1640Funasa 2010
159Pankararu
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MG, PE, SP8477Funasa 2010
160PankaruPankararu-Salambaia
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA179Funasa 2006
161ParakanãTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA1266Funai/Altamira 2010
162ParesiPareci, Halíti, AritíAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, RO1955Siasi/Sesai 2012
163ParintintinCabahybaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM418Funasa 2010
164PatamonaIngarikó, KaponKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR128Funasa 2010
Guiana55001990
165PataxóPatachó, Patashó, PatasoPatxó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA, MG11833Funasa 2010
166Pataxó Hã-Hã-Hãe
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA2375Funasa 2010
167PaumariPamoariArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1559Funasa 2010
168Payayá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA
169Pipipã
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE1640Funasa 2006
170PirahãMura PirahãMura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM420Funasa 2010
171Pira-tapuyaPiratapuya, Piratapuyo, Piratuapuia, Pira-TapuyaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1433Dsei/Foirn 2005
Colombia4001988
172PitaguaryPotiguara, Pitaguari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE3793Funasa 2010
173Potiguara
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE, PB16095Funasa 2009
174Puroborá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO209Funasa 2010
175PuyanawaPoianauaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC540Funasa 2010
176RikbaktsáErigbaktsa, Canoeiros, Orelhas de Pau, RikbaktsáRikbaktsá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT1324Funasa 2010
177SakurabiatSakiriabar, Mequéns, SakurabiatTupari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO161Funasa 2010
178Sateré MawéSateré-MauéMawé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM10761Funasa 2010
179ShanenawaKatukina Shanenawa, ShanenawaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AC411Funasa 2010
180SirianoTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM71Dsei/Foirn 2005
Colombia6651988
181Surui PaiterPaiter, PaiterMondé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, RO1172Funasa 2010
182TabajaraTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE2982Funasa 2010
183TapayunaBeiço de pau, Suyá Novos, Suyá Ocidentais, Kajkwakratxi, Kajkwakratxi
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT160Ropkrãse Suiá e Teptanti Suiá 2010
184TapebaTapebano, Perna-de-pau
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE6600Funasa 2010
185TapirapéTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, TO655Funasa 2010
186TapuioTapuya, Tapuia
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
GO298Funai/Goiás Velho 2010
187TarianaAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM2067Funasa 2010
Colombia2051988
188TatuyoPamoa-masaTukano
189TaurepangTaulipang, Taurepangue, Taulipangue, PemonKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR673Funasa 2010
Venezuela27157INE 2001
190TembéTeneteharaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, PA1502Funasa 2010
191TenharimKagwahivaTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM703Funasa 2010
192TerenaAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT, MS, SP24776Funasa 2009
193TicunaTikuna, Tukuna, MagutaTikuna
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM36377Funasa 2009
Colombia8000Goulard, J. P. 2011
Peru6982INEI 2007
194Tingui Botó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL390Siasi/Sesai 2012
195TiriyóTirió, Trio, Tarona, Yawi, Pianokoto, Piano, Wü tarëno, Txukuyana, Ewarhuyana, AkuriyóKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP, PA1464Funasa 2010
Suriname1845Ellen-Rose Kambel 2006
196ToráTxapakura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM312Funasa 2006
197Tremembé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
CE2971Funasa 2010
198Truká
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA, PE3078Funasa 2009
199TrumaiTrumái
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT97Ipeax 2011
200Tsohom-dyapaTucano, Tukano, Tukún Djapá, Tukano Djapá, Txunhuân Djapá, Tsunhuam Djapa,Katukina
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM
201TukanoYe´pâ-masa, DaseaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM6241Dsei/Foirn 2005
Colombia63301988
Venezuela11INE 2001
202Tumbalalá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA1160Funasa 2010
203TunayanaKaríb
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA
204TupariTupari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO517Funasa 2010
205TupinambáTupinambáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
BA4729Funasa 2009
206TupinikimTupiniquimTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
ES2630Funasa 2010
207Turiwara
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA
208Tuxá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL, BA, PE2142Funasa 2010
209TuyukaTuiucaTukano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM825Dsei/Foirn 2005
Colombia5701988
210UmutinaBarbados, OmotinaBororo
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT445Associação Indígena Umutina Otoparé 2009
211Uru-Eu-Wau-WauBocas-negras, Bocas-pretas, Cautários, Sotérios, Cabeça-vermelha, Urupain, Jupaú, Amondawa, Urupain, Parakuara, JurureísTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO115Funasa 2010
212Waimiri AtroariKinja, Kiña, Uaimiry, CrichanáKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM1515PWA 2011
213WaiwaiKaríb
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM, PA, RR2914Zea 2005
Guiana170Weparu Alemán 2006
214WajãpiWayapi, Wajapi, OiampiTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP,PA956Siasi/Funasa 2010
Guiana Francesa950Grenand 2009
215WajuruTupari
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO240Siasi/Sesai 2012
216WapixanaAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR7832Funasa 2010
Guiana6000Forte 1990
Venezuela17INE 2001
217WarekenaWerekenaAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM887Funasa 2010
Venezuela513INE 2001
218Wari'Uari, Wari, Pakaá NovaTxapakura
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RO2721Funasa 2006
219Wassu
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL1806Funasa 2010
220WaujaWauráAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT529Siasi/Sesai 2012
221WayanaUpurui, Roucouyen, Orkokoyana, Urucuiana, Urukuyana, Alucuyana, WayanaKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AP, PA304Funasa 2010
Guiana Francesa800Lopes 2002
Suriname500Lopes 2002
222WitotoUitotoWitoto
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM44Funasa 2010
Colombia59391988
Peru1864INEI 2007
223Xakriabá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MG9196Funasa 2010
224XavanteAkwe, A´uwe
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT15315Funasa 2010
225XerenteAcuen, Akwen, Akwê
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
TO3017Funasa 2010
226Xetáhéta, chetá, setáTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PR86da Silva 2006
227XipayaXipáyaJuruna
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA84Funai/Altamira 2010
228XoklengAweikoma, Xokrén, Kaingang de Santa Catarina, Aweikoma-Kaingang, Laklanõ
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
SC1853Funasa 2010
229XokóChocó, Xocó
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
SE400Funasa 2010
230XukuruXucuruXukuru
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PE12139Funasa 2010
231Xukuru-KaririXucuru
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AL, BA2926Funasa 2010
232YaminawáIaminaua, JaminawaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Bolivia6301997
AC, AM1298Funasa 2010
Peru600INEI 2007
233YanomamiYanoama, Yanomani, IanomamiYanomami
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR, AM19338DSEI Yanomami - Sesai 2011
Venezuela160002009
234YawalapitiAruak
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT156Ipeax 2011
235YawanawáIauanauaPano
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
Bolivia6301993
AC541Funasa 2010
Peru3241993
236Ye'KuanaYecuana, Maiongong, So'toKarib
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
RR471Sesai 2011
Venezuela6523INE 2001
237YudjáYuruna, Sanumá, Juruna, YudjaJuruna
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT348Unifesp 2010
238YuhupdeMacu; Maku YuhúpMakú
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM
239Zo'éPoturuTupi-Guarani
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
PA256Cartagenes 2010
240ZoróPangyjejMondé
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
MT625Associação Povo Indígena Zoró Pangyjej 2010
241ZuruahãSuruwahá, Índios do CoxodoáArawá
UF / PaísPopulaçãoFonte/Ano
AM142Funasa 2010